O eterno problema dos flanelinhas
Nós prezamos muito pela nossa segurança, principalmente em ambientes onde é comum a presença de maus elementos. Sobretudo nos fins de semana, à noite e em eventos, nos quais a presença de muitos indivíduos, que se intitulam flanelinhas, vagam pela nossa cidade. Estamos submetidos aos perigos que nos proporcionam ao pedir dinheiro por terem ''cuidado'' de nosso veículo, enquanto estamos passeando por locais próximos. O pior de tudo é que, se não damos o dinheiro ''pelo serviço prestado'', eles podem nos assaltar ou riscar a lataria do carro. Ou seja, só temos uma opção: fazer o que eles querem. Para que isso não continue acontecendo, acreditamos ser dever do poder público nos defender, pois já pagamos impostos suficientes pela posse do carro, para ruas asfaltadas e iluminadas e, sobretudo, pela proteção da polícia.
ANGÉLICA MARIA ROSENDO (estudante) - Londrina

Geração da mudança
Nós, jovens, passamos anos de nossas vidas estudando e nos dedicando para conseguirmos entrar na faculdade, nos formarmos e seguir a carreira que escolhemos com tanto amor. Tantos anos não podem ser em vão. Temos que mostrar que somos a geração da mudança. Quando nos formamos temos a missão de devolver para a humanidade a educação e o conhecimento que nos foi dado. Isso é uma questão de dignidade e respeito. Não podemos ter vergonha ou medo de fazer o certo, fazer a diferença, muito menos de lutar por um mundo melhor.
LUANA FERRARI DIAS (estudante) - Londrina

Como diminuir as falcatruas
O povo precisa, urgentemente, pensar no coletivo para que todos se beneficiem de seus direitos. Se votarmos num governante ou legislador mal-intencionado, é claro que ele irá escolher assessores que comunguem das mesmas ideias, justamente para que os desvios passem pelos canais já preestabelecidos e tenham um final feliz para a corja. Entretanto, se escolhermos um representante sério, honesto e bem-intencionado, as coisas fluem para a legalidade, para o bem da comunidade. Portanto, sejamos mais cônscios de nossas responsabilidades.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

Auxílio vergonhoso
Quando achamos que já vimos ou ouvimos sobre todos os descalabros dos poderes constituídos de nosso país, aguardem que novo capítulo surgirá para sangrar os cofres públicos. Não há lei que substitua o bom senso. É um absurdo juízes receberem auxílio alimentação. O absurdo maior é ser retroativo a 2007. Que tal ato de nobreza, bondade e equilíbrio se estenda aos servidores de carreira do Poder Executivo, inclusive aos professores, que não recebem de salário mensal o que os nobres juízes receberão de auxílio alimentação. Isso sim é justiça.
SÉRGIO ANDREKOWICZ (professor) - União da Vitória

Troca-troca partidário
Antigamente, partidos políticos eram vistos com grande apreço, pois, cada um norteava uma tese, uma ideologia e um modo de agir. Seus membros eram justos e pautavam por ideias revolucionárias sempre com o pensamento na democracia e na sociedade. Atualmente, as legendas políticas são mecanismos para conseguir dinheiro público e os interesses particulares de seus membros. Políticos trocam de legenda como se troca de camisa. Num país tão pobre e desigual é mais fácil achar um partido político do que um posto de saúde ou uma escola. As ideias nunca são as mesmas, todos são a favor da honestidade, transparência e moral, mas nenhum as seguem. Aquele que até ontem falava mal de fulano, hoje é amigo mortal de beltrano. Não existe honra nem entre os corruptos, imagine se haverá honra para com os honestos.
LUKAS HENRIQUE DOS SANTOS (estudante) - Londrina

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