Quanto custa o amor paternal?
Como penalizar um pai que não deu carinho para sua filha? Em decisão inédita, alguns ministros do STJ fixaram em R$ 200 mil a indenização que um pai deve pagar a sua filha. Porém, creio que nenhum montante em dinheiro recupera o estrago causado pela falta de afeto. São danos irreversíveis e deveriam ser inafiançáveis. O pai ausente já deixou sua marca na filha. Talvez, nesse quesito ''coice de mula'' alguém possa dizer mais adiante: ''Ela puxou o pai''. Como o dinheiro não recupera essa perda, sugiro que a pena seja revertida na obrigatoriedade do pai visitar diariamente, durante um ano, as creches da cidade vestido com uma camiseta estampada com a foto da filha. A relevância da caridade/amor para o homem está na Bíblia (1 Coríntios,13) e transcrita na bela música ''Monte Castelo'' (Legião Urbana): ''Ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria''.
AMARILDO PASINI (professor) - Londrina

Mulher x política
O histórico feminino na política é de exclusão. Somente a partir da década de 30 é que nos foi dado a permissão para que pudéssemos participar da política de nosso país, ainda assim, repleta de exceções. Hoje contamos com mais liberdade, podemos nos envolver com a política mesmo sendo um território predominantemente masculino. No entanto, a mulher encontra-se resistente a essa participação. É necessário nos inserirmos nesse contexto para que aconteça o despertar da democracia política. Somos a maioria do eleitorado no Brasil e essa estatística continua crescendo. Até quando vamos ficar à margem esperando que melhoras aconteçam em nossa volta, que leis sejam criadas para nos defender, que projetos que nos favoreçam sejam desenvolvidos? Temos que despertar desse sono que nos embala, tomar as rédeas de nossas vidas, sair da zona de conforto e ir à busca de nossos direitos, assumindo com responsabilidade as posições conquistadas a duras penas por nossas antecessoras.
NILVA MEDEIROS KATAOKA (servidora pública) - Londrina

Por que será?
Que o Plano Diretor de nossa cidade está agonizando, antes mesmo de sua instalação? Que cada vereador possui seu plano diretor privado para utilizá-lo ao bel-prazer? Que a prefeitura se dispôs a perdoar a dívida de uma entidade, no valor de R$ 72 milhões e, ao mesmo tempo, não dispõe de verbas para a merenda das creches da cidade? Que nos postos de saúde sempre está faltando algum tipo de remédio? Que a Sercomtel virou cabide de emprego para alojar os apadrinhados, mesmo estando no vermelho, conforme os últimos balanços? Que a Câmara de Vereadores luta bravamente no sentido de desobedecer as ordens da Justiça quanto ao excessivo número de comissionados?
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

Difícil missão
Nós, eleitores, estamos entre a cruz e a espada quando em época de eleição. Se fazemos a opção por uma renovação no quadro político, logo vem as decepções com aqueles que até então considerávamos homens de bem. Por outro lado, a quase totalidade dos que estão e pretendem continuar no poder já criaram ''ramificações'' que visam o interesse próprio ou de poucos em detrimento ao coletivo, ou seja, pouquíssimos se salvam. Bem sabem os punguistas políticos que, praticamente, nada lhes acontecerá quando pegos lapidando o erário, pois, em se tratando da aplicação de penalidades, encontram-se no mesmo sossego dos menores infratores diante do Estatuto da Criança e do Adolescente.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Propaganda política
Este ano teremos eleições, portanto, já começaram as ''falsas promessas'' eleitoreiras nas propagandas políticas. Sempre a mesma ladainha. Vi uma candidata dizer que vai acabar com o crack. Poupem-me! Quantas mentiras deslavadas. Enquanto não resolver a questão da maioridade penal, os crimes vão continuar pois os traficantes vão continuar usando menores para cometer crimes hediondos porque sabem que não vão em cana. Quero saber também que tantas UPAs fizeram por aqui? Em Londrina vejo é um monte de postos de saúde no total abandono. E a pouca vergonha continua ''cumpanheiros''!
MARIA REGINA REYES (encarregada administrativo) - Londrina

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