Amamentação em público
Há quase dois anos a amamentação faz parte da minha rotina maternal. Amamento quando e onde achar necessário. E, desde então, percebo olhares reprovadores, de homens e mulheres, de mães que também amamentam, mas que por algum motivo não o fazem em público. Comentários e sugestões são frequentes, como cobrir o bebê com panos enquanto mama - para abafar um pudor pessoal - ou procurar um local mais ''adequado''. Muitas mães desorientadas são influenciadas por amigos, parentes e até desconhecidos e convencidas de que o aleitamento materno é desnecessário e facilmente substituído. Por questões culturais, falta de informação ou necessidade nossas crianças banalmente estão sendo introduzidas ao artificial e conveniente. A sociedade desacostumou-se a ver esse ato explícito de carinho e exemplo de saúde para mãe e o bebê. Vergonhoso é o moralismo que vê o mesmo seio que alimenta de forma lasciva.
ANDRESSA CRISTINA STEFANO (estudante) - Londrina

Juventude consciente
O Brasil é um dos raríssimos países a permitir que jovens de 16 e 17 anos participem do processo eleitoral. Ainda assim, infelizmente, assistimos ao descaso e pouco interesse desse segmento da população que representa cerca de 1% do eleitorado, mas que poderia ocupar espaço muito maior, fazendo valer os seus direitos de forma mais consistente. Esses jovens estão contagiados por uma cultura que associa a política à prática do que é ruim. Tal cenário precisa ser alterado com urgência. Família, professores e, sobretudo, o sistema educacional precisam mostrar aos jovens que a política é a grande alternativa para que possamos construir um país mais justo e democrático.
LUANA FERRARI DIAS (estudante) - Londrina

ExpoLondrina
Ridícula a manifestação de descontentamento de algumas pessoas e autoridades de Maringá em relação à ExpoLondrina, pelo merecido título de Exposição Feira Agropecuária Oficial do Paraná, aprovado pela Assembleia Legislativa. Tal manifestação pode envergonhar uma multidão de cidadãos de bem de Maringá, que não desmerecem a honraria ou mesmo se orgulham em ter aqui bem perto, feito por paranaenses e até mesmo por maringaenses, um espetáculo como é a ExpoLondrina, já apontada por autoridades como uma das maiores e mais importantes da América Latina, em vários segmentos da agricultura, pecuária, indústria e comércio. Esse ciúme provinciano não combina com a pujante cidade de Maringá que, merecidamente, já acumulou diversos títulos e elogios nos mais diversos segmentos por seu crescimento, inclusive sendo apontada diversas vezes por nós, londrinenses, como exemplo em diversas áreas. É lamentável, ficarmos disputando posições por opiniões e manifestações tacanhas e nos dispersando, deixando que outras regiões do Brasil cresçam em detrimento a nossa por falta de união regional. O que for bom para Maringá, devemos enaltecer, assim também enaltecer o que for bom para Londrina, porque o que está em jogo é uma região, um povo, um Estado e não apenas uma cidade. Ninguém pode ser uma ilha.

RICARDO TAUFIK TAUIL (engenheiro civil) - Londrina

Ladainha
Faltando seis meses para as eleições municipais, nossos estimados políticos voltam a falar a mesma ladainha que foi dita quatro anos atrás. Político em ano eleitoral tenta persuadir o cidadão prometendo mil e uma coisas, sabendo da carência da população, pois eles têm discernimento que nosso sistema de educação é analfabeto e que a saúde está em coma pela falta de profissionais e leitos nos hospitais. Novamente, promessas serão proclamadas. Oro para que o nosso voto seja com consciência, porque esses senhores vivem dos nossos erros.
LUKAS HENRIQUE DOS SANTOS (estudante) - Londdrina

Privilégio do MST e índios
Causa espanto a qualquer ser humano de bem a baderna das invasões em propriedades rurais e prédios públicos. Nós, trabalhadores que conntribuímos para este País crescer, não temos os mesmos privilégios do MST e dos índios. Devemos investigar o caso com profundidade, pois se alguém de nós fizer tal ato, com certeza, será preso e processado. Há algo de nebuloso na legislação ou na conivência do poder de quem manda para que isso esteja acontecendo. A lógica e bom senso nos leva ao respeito às leis e à ordem pública e jurídica, e isso está contido com clareza na Constituição Federal.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

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