OPINIÃO DO LEITOR
Presos aos livros
Quem lê mais livros pode ter a pena reduzida na prisão. Muito interessante e oportuno esse projeto abordado na reportagem ''Leitura que liberta'' (Folha Cidades, 11/4). Creio também que a recíproca deveria ser verdadeira, ou seja, quem não lê deveria ser preso. Porém, não podemos interpretar que o analfabetismo ou a falta de hábito de leitura estejam diretamente relacionados com a marginalidade. Temos grandes exemplos de bandidos letrados, camuflados em ternos e gravatas. Alguns até participam de academias (não de esporte, mas de letras). Escritores de livros ruins também deveriam ser presos, nas mesmas celas que diretores e produtores de filmes, novelas e sites que incitam o ódio e a violência. Mas tem um caso gravíssimo, que merece prisão perpétua: pais que abandonam a educação dos filhos. Terceirizam todo o processo para as escolas e ainda as culpam pela marginalização dos filhos. Abandonam até a mais simples forma de comunicação que é o diálogo. Sendo pais, temos que pensar em reduzir a pena. Sugiro que todos os dias os filhos visitem os mesmos e passem um simples ditado: ''Preciso educar meus filhos''.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) - Londrina
Capital x Interior
No dia do jogo entre LEC e o Coritiba, no primeiro turno, a FOLHA publicou um artigo do presidente do time curitibano onde ele conclamava os torcedores do Interior paranaense a torcer para os times do Estado, ou seja, para os times da Capital. À noite, o LEC foi escandalosamente prejudicado pelo juiz que não marcou um pênalti contra o Coxa. Veio o segundo turno, e ocorreu a mesma coisa: o LEC foi roubado novamente. Acompanho o Londrina e o futebol paranaense desde 1962 quando o ''Caçula Gigante'' foi campeão do Estado e sempre foi prejudicado pelos juízes, pelos times da Capital e pela Federação Paranaense de Futebol. Aliás, não só o LEC, mas todas as equipes interioranas. Por isso, senhor presidente do Coritiba, é que os torcedores do Interior não torcem pelos times da Capital. Torcemos para times paulistas, gaúchos cariocas, menos pelo atual ''trio de lata''. Este ano vamos torcer para ''nossos'' representantes, ou seja, para que o Coxa caia para a Série B e Atlético e Paraná para a Série C.
SIDNEY GIROTTO (médico) - Londrina
Estado soberano
A liberação da comercialização de bebidas alcoólicas durante os jogos da Copa de 2014 no Brasil, assim como a venda de ingressos estudantis para os jogos têm sido objetos de grande polêmica. O Brasil possui Constituição que é preponderante em relação a quaisquer outras normas que porventura determinadas entidades possam tentar empreender por aqui. Portanto, mesmo que o país tenha assumido um compromisso com a Fifa, não pode estar sujeito e se deixar submeter às condições impostas pelo órgão futebolístico. Nem mesmo deliberar acordos onde sua vontade seja sobrepujada a interesses puramente publicitários e econômicos. A nação não pode curvar-se diante de caprichos internacionais.
ANA BEATRIZ CAMARGO ROCHA (estudante) - Cambé
Ouro Verde, só na memória
Sou da época auge do Ouro Verde. Jamais me esquecerei daquelas luzes se apagando antes de cada apresentação ou da bombonière ao lado direito de quem descia as escadas centrais: era dia de chupar mentex e chicletes adams de tuti-fruti ou hortelã. Eu e muitos londrinenses jamais esqueceremos, porém nunca iremos colocar esse saudosismo nas novas gerações. Nos últimos anos o lugar mais triste e depressivo do Calçadão é onde o Ouro Verde está instalado: nada de filmes ou grandes apresentações, só a tristeza mesmo. A justificativa de sua existência é o Filo que merece utilizar instalações muito melhores. Estão pedindo auxílio da população para a reconstrução e se esquecem que foram esses administradores que não conseguiram manter a utilização, a frequência, o imóvel e seus mobiliários em condição de uso ou até mesmo de visita como parte histórica da cidade. A manutenção elétrica teria salvo o imóvel. No novo shopping do Marco Zero existe um espaço reservado para um Teatro Municipal, então, vamos vender por licitação o terreno do Ouro Verde e com os recursos construir o novo Ouro Verde no Marco Zero. Vamos licitar ainda a exploração do novo prédio: o ganhador deverá manter o nome, a logo que sempre identificou o cinema e um seguro caso algo aconteça com o imóvel e seu mobiliário.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (gerente de negócios) - Londrina





