OPINIÃO DO LEITOR
Aborto de anencéfalos
A decisão tomada pelo STF de permitir o aborto de anencéfalos para as mulheres que assim o desejarem, certamente, é um avanço na legislação brasileira. Ainda que religiosos e radicais autodenominados ''pró-vida'' posicionem-se contrariamente, a eles é guardado o direito de recusar tal procedimento. Importa mencionar que os ministros do STF favoráveis à proposta versaram sobre a importância de descriminalizar o aborto sem, no entanto, permitir que se realizem abortos de forma indiscriminada, que é a vontade de todos nós, os ''pró-escolha''. Ademais, foi também uma vitória para a laicidade do Estado brasileiro, nação secular e democrática, não teocrática como algumas pessoas ainda insistem em pensar.
MATEUS PATROCÍNIO DE OLIVEIRA (músico) - Londrina
Rodovia do Café
Como usuário da Rodovia do Café (BR-376, trecho Maringa-Imbaú) há 42 anos, conheço todos os pontos em que haviam faixas descontínuas, e hoje quase todos estão como faixas contínuas - por sinal mal pintadas. Nem tiveram o cuidado de tirar as placas antigas que sinalizavam onde as faixas começavam. Deveria ser obrigatório ampliar a faixa contínua onde for necessário e construir uma terceira pista. Solucionaria o problema, mesmo sem duplicar. Antigamente, cada governador que entrava construía 3 mil quilômetros de rodovias asfaltadas com o dinheiro do IPVA. O famigerado Jaime Lerner inventou o tal de pedágio, que pagamos obrigatoriamente há mais de dez anos e só conseguiram duplicar 10 quilômetros na Serra do Cadeado e mais 3 quilômetros em Jandaia do Sul. Que absurdo! E o nosso dinheiro do IPVA, nesses anos, onde foi parar? Será que a Viapar e a Rodonorte não têm consciência do perigo que corremos ao tentar ultrapassar em faixas contínuas, como mostrou a capa da FOLHA do dia 3/4?
PEDRO GUIMARÃES (engenheiro florestal) - Telêmaco Borba
O mal da saúde
O tema da Campanha da Freternidade da Igreja Católica deste ano versa sobre saúde publica, tão combalida em nosso país. Os políticos, quando adoecem, são atendidos nos melhores hospitais e pelos médicos mais renomados e quase sempre por conta do erário público, ou seja, com o nosso dinheiro. Lembro o que me foi dito por um sábio compradre: para melhorar a saúde pública deveríamos encaminhar nosso pleito a quem elegemos e aproveitar a profunda religiosidade dos nossos políticos, pois eles não fazem negócio sem que tenham um terço na mão.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina
Farra com dinheiro público!
É claro que toda categoria de trabalho tem o seu valor, merece ganhar salários dignos para sustento de sua família, mas o que vemos na política foge da realidade e provoca total descrédito dessa classe. É abusivo o 14º e o 15º salários pagos a senadores e deputados federais, além de moradia, veículos e tantas outras mordomias, tudo às custas do erário público. Quanto desperdício! E os cartões corporativos, sem limites de gastos, verdadeira máquina de ''gastança'' do governo federal? A gente lê nos jornais o aumento contínuo de arrecadação do governo federal, isso prova que o país está produzindo, crescendo e nos deixa feliz, pois o povo terá melhores condições de vida. Por outro lado, nos deixa tristes esse abuso do dinheiro público. Então, é preciso tomar medidas urgentes para corrigir o que está errado.
EDUARDO ZANIN (professor) - Arapongas





