Violência entre as torcidas
Infelizmente, a barbárie da violência nos estádios tomou conta dos noticiários mais uma vez. Uma briga entre as torcidas de Corinthians e Palmeiras resultou em duas vítimas fatais, diversos feridos e muitas discussões sobre como resolver esse antigo problema. Torcedor do Corinthians, fico terrivelmente triste e preocupado com os rumos que a situação pode tomar. Gosto de futebol e da rivalidade, mas repudio qualquer tipo de violência. Os torcedores de outros clubes, principalmente os rivais, são nossos companheiros de torcida e, muitas vezes, são grandes amigos. Na hora do jogo somos adversários, não inimigos. Nossa disputa deve se resumir aos bandeirões, gritos de apoio e cantos de torcida, pois é somente isso que somos: torcedores. O que se viu no último dia 25 não foi causado por torcedores comuns, e sim por um bando de criminosos que precisam ser punidos e mantidos longe dos estádios. São os mesmos que assaltam, sequestram e matam todos os dias, e que a Justiça não consegue manter fora das ruas.
VALMOR PEDROSO DA SILVA (comerciante) - Londrina

Brasileiro lê pouco
Sobre a reportagem ''Brasileiro lê, em média, quatro livros por ano'' (Geral, 29/3), um amigo disse que tem alguém lendo oito livros porque ele não lê nenhum. Estou acima dessa média, pois leio uns dez livros por ano. Meus filhos também são assim porque aprenderam o hábito com minha esposa, uma ''devoradora'' de livros. Muitos lares não possuem livros ou porque são caros ou porque os pais não dão exemplo. Cabe à escola trabalhar a leitura em todos os sentidos, mas cabe também às famílias dar início a esse processo. O livro por si só é brilhante, mas sem o leitor sua luz não se propaga. Ler sempre, com os olhos, os ouvidos, ler simplesmente ler.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá

Vamos elogiar
Buracos, ambulâncias, postos de saúde, nomeações, desocupações, kits, livros ''especiais'', muito falar, pouco fazer, salários, tratamento ''fraterno'' ao carroceiro. Elogiar sim, os que servem com gratidão e desapego, anônimos locais ou conhecidos no mundo. O carroceiro que luta, apesar do esforço para ''matá-lo''. Aquele que pouco ganha e muito faz. Elogio é aprovação/admiração e não se pede nem se impõe, se conquista, gerindo o bem público com prudência, sabedoria e probidade. Elogio não se ganha no ''grito'', falando muito e culpando outros. Trabalho digno precede o elogio. ''Você não deve fazer as coisas certas de vez em quando, você tem que fazer as coisas certas o tempo todo.''

ANTONIO VALERIANO ANTUNES LOPES (servidor público) - Londrina

Impacto ambiental
Sou londrinense, por amor à primeira vista, há 50 anos e penso que, antes de gastarem verdadeiras fortunas com o ''sonho do Arco Norte'', as autoridades competentes e terceiros interessados deveriam apresentar à população, os maiores interessados, os necessários Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da área vizinha (Mata do Godoy) ao local onde pretendem instalar (inadequadamente) o Aeroporto Internacional de Cargas e, só após a elaboração e conclusão positiva desses estudos, poderão iniciar as tratativas e assumirem os elevados gastos. Dignos representantes da Promotoria de Meio Ambiente de Londrina está na hora da manifestação dos senhores. Como ficarão os animais que ali habitam, após a construção do aeroporto? E a flora ali existente, como ficará, senhores ecologistas?
WALTER ESPIGA (advogado) - Londrina

Hábito brasileiro
Estudo revela que cerca de 75% dos brasileiros jamais pisaram em uma biblioteca. E qual será o percentual dos brasileiros que nunca pisaram num bar?
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo

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