Ônibus lotado
No dia 22, às 17h15, peguei um ônibus da linha 108, Jardim Albatroz, sentido Bairro/Centro. O ônibus, com capacidade para 17 pessoas sentadas, estava lotado devido à chuva intensa. As pessoas se apertavam, mulheres com crianças e pessoas idosas se espremiam no pequeno corredor do coletivo e também na frente, onde fica o motorista. Ao chegarmos no Terminal, pedimos para o motorista chamar um fiscal para que pudéssemos reclamar da situação lastimável. O fiscal perguntou se esse tipo de problema estava ocorrendo todos os dias, e nós falamos que sim. Ele anotou a reclamação e disse que iria passar para a CMTU. Será que a CMTU vai olhar por nós? O que nós, enquanto cidadãos que pagamos nossos impostos, devemos fazer para que situações como essa deixem de ocorrer?
JOÃO HENRIQUE RIBEIRO MARÇAL (estudante) - Londrina



Olhos abertos
Quantas vezes ouvimos falar a frase ''O país está assim porque o povo não faz nada''? Na hora de votar, a responsabilidade tem que estar em nossa consciência. Quando chegar a eleição devemos ficar atentos ao histórico dos candidatos. A mudança deve começar pela história de vida de nossos futuros representantes, seja na cidade, no Estado ou no país. A campanha ficha limpa nasceu com o objetivo de lutar pela moralidade dos políticos e por uma boa administração. É um movimento de combate à corrupção. Votar é o momento dos eleitores refletirem que o passado dos candidatos não é algo irrelevante e que precisamos fazer valer a nossa Constituição. Portanto, cidadãos estejam preparados e informados da escolha certa para não reclamarem das consequências futuras.
ANA LARA RIPOL DA SILVA (estudante) - Londrina



Indústria da multa
Para termos uma indústria de multas é preciso ter matéria prima, e isso temos de sobra em Londrina. Dá até para exportarmos para outros municípios, pois grande parte dos nossos munícipes é folgada e comete imprudências no trânsito a todo o momento. Se um agente de trânsito pegar um talão de multas e sair à procura dos incautos, encontrará motoristas infratores por toda a cidade. Querer que as poucas multas por velocidade aplicadas aos infratores sejam só em radares fixos é querer delimitar áreas para que os poucos desavisados e bitolados sejam multados nesses locais específicos, onde os ditos ''sabidões'' passarão na menor velocidade aplaudidos pela obediência e livre para as desobediências em outras regiões. O radar móvel é a maneira mais correta de verificar velocidades em todos o setores de Londrina. Seja por efetividade ou por amostra. Esses radares móveis deveriam atuar em todas as regiões e ruas de Londrina 24 horas por dia. Muitas vidas seriam salvas. Até a indústria, com o devido tempo e com a educação dos nossos cidadãos, quase fecharia.
ANTONIO DE OLIVEIRA RIBEIRO (comerciário) - Londrina



Sonho x egoísmo = pesadelo
O sonho de um adulto pode se transformar em pesadelo para as crianças. Temos casos de pais fanáticos por futebol que colocam fraldas do time preferido nos filhos, impondo-lhes uma marca. Também vivenciamos muitos adolescentes frustrados, pois acataram a profissão imposta pelos pais. Porém, no atual momento estou mais preocupado com Maria Tereza. Ela é filha de um casal gay, gerada por fertilização in vitro (espermatozóide legítimo de um deles), cuja mãe ''adotiva'', prima de um deles (mantida em anonimato) permitiu realizar o sonho de terem filhos ''legítimos''. Minha reflexão vai para o lado do bom senso, me colocando no lugar dos outros. Assim, posso compreender a alegria do casal. Porém, também me coloco no lugar da filha. Fala-se tanto em inteligência emocional, mas infelizmente o egoísmo nos deixa cegos a ponto de não imaginarmos o cenário que preparamos para nossos filhos. Essa criança pode sonhar ou requerer o direito de ficar com a mãe, uma vez que ela existe? A mãe adotiva pode sonhar ou requerer o direito de ficar com a filha, devido ao instinto materno?
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) - Londrina



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