Copa de 2014
  A Copa do Mundo está chegando e com ela muitos investimentos milionários em construções de estádios modernos e outras infraestruturas pelo Brasil afora. Os investimentos para tal evento se sobressaem aos olhos da sociedade em relação à deficiência da saúde pública, da segurança, da educação e de tantas fragilidades que o País passa ao longo de muitos anos. Quanto dinheiro investido para satisfazer uma ‘‘festa’’ rica e arriscada! Será que esses investimentos serão bem aplicados depois da Copa do Mundo ou no futuro veremos estádios sucateados ou demolidos por não ter a devida manutenção? Será que existe uma programação para o pós Copa? Dinheiro público deve ser fácil de gastar sem ter preocupações em resultados. Sem quase nenhuma semelhança à Roma antiga, aqui não tem pão e circo, mas o importante é que o povo seja feliz e o Brasil hexacampeão do mundo de futebol.
EMERSON BENEDITO DA SILVA (contador) - Sertanópolis

Crucifixo no Supremo
  É realmente natural a presença de crucifixos em edifícios por todo o Brasil, inclusive nos federais. O país possui uma formação histórica relacionada ao cristianismo, religião trazida pelos europeus há centenas de anos. Porém, precisa-se aceitar o fato de que o Brasil passou por diversas transformações políticas e sociais ao longo de sua história, e não há mais religião sendo imposta a ninguém. É extremamente considerável a diversidade de crenças que existem atualmente no país e a presença de um crucifixo no plenário do STF não parece muito cabível em um Estado laico. Por meu catolicismo, entendo a oposição da retirada do objeto. Entretanto, analisando bem a situação, sua presença lá parece inconstitucional.
ANA CAROLINA MARTINEZ SEKIAMA (estudante) - Londrina

Calendário chinês
  No calendário chinês 2012 é o ano do dragão, mas no Brasil é o ano da cobra e do lobo, pois é ano eleitoral. Neste ano, ‘‘cobras e lobos’’ sairão das ‘‘cavernas escuras’’ de Brasília para divulgar trabalhos inexistentes e promessas fajutas. E mais uma vez vão acabar com sonhos e devorarão as esperanças de muitos cordeiros. Ano em que tudo se pode e tudo é possível, aquelas velhas promessa voltam: vão construir hospitais, escolas, dar passes livres para todos, as ruas serão pavimentadas e blablablá. Tenho fé que neste ano, não seremos ovelhas espremidas em um conto, com medo de lobos e iremos à luta. Vamos deixar essa crença para trás de que tudo é comprado.
LUKAS HENRIQUE DOS SANTOS (estudante) - Londrina

Codel: cabide de empregos
  A Codel (atual Instituto de Desenvolvimento de Londrina) foi idealizada tempos atrás para servir de apoio e mostrar Londrina a novos empreendedores. Lamentavelmente, hoje ela não passa de um cabide de empregos, pois como noticiou a Folha de Londrina duas pessoas foram nomeadas sem ter nenhum vínculo com a empresa. Isso é uma vergonha!
MILTON SIMÕES (agropecuarista) - Londrina

Brasil, país das mordomias
  Professores, bombeiros e policiais ganhando salários não condizentes com suas despesas mensais. A saúde está falida e seres humanos, mesmo passando mal, não são atendidos. Isso porque o assalariado não viaja de avião, não tem alimentação de primeira e nem moradia de alto padrão? O Brasil está contaminado pela corrupção. Nessa situação, o país não deveria sediar a Copa de 2014. É preciso cortar as mordomias e trabalhar sério.
OLGA MARQUES DA SILVA (bancária aposentada) - Londrina

Violência: retrato do desmando
  Uma sociedade se deteriora quando não tem um parâmetro do que pode o não pode ser feito. Nossas crianças estão vendo e ouvindo o que não deveriam ouvir. Se tivéssemos um comando com maior comprometimento com a pátria, isso não ocorreria. Dar liberdade demais é o mesmo ou pior que não dar liberdade alguma. A falta de controle nos poderes constituídos misturou-se com a irresponsabilidade de pessoas maldosas que não respeitam nem mesmo seus familiares. Punição mesmo é só para pessoas do bem, professores e pais de família que ganham um salário de fome e não têm para quem reclamar. Os poderes estão cercados de puxa-sacos que as vozes dos trabalhadores não chegam nas mesas de negociação. Afinal, a pauta está lotada de besteirolas e só interessam a quem não é comprometido com o bem, e isso aumenta de eleição em eleição.
SEBASTIÃO CALMEZINI (empresário) - Londrina

- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
E-mail: [email protected]

mockup