OPINIÃO DO LEITOR
Dez de Dezembro com JK
Quando a CMTU pretende tomar uma medida para acabar com a confusão no cruzamento da Avenida JK (pontilhão) com a Dez de Dezembro (rampas de acesso)? Para mim, a sigla CMTU está invertida apenas para confundir o cidadão. Na verdade, o correto seria CMUT: Companhia de Multas, já que esse é o único ponto que este órgão é extremamente eficiente. Já para planejamento e orientação do trânsito, com projetos para melhoria e visando a prevenção de acidentes, a lentidão do órgão fica muito a quem do que nossa cidade necessita.
GUILHERME ACQUAROLE (engenheiro agronômo) - Londrina
Preservação x despreocupação
Estamos acompanhando o cumprimento da liminar de desapropriação da Área de Preservação Permanente (APP) do Córrego Tucano, local que a Prefeitura de Londrina tenta recuperar desde 1998. No entanto, é preocupante a situação de várias famílias que deixaram o lugar. Algumas são compostas por vários integrantes e no momento enfrentam o aperto das pequenas casas dos conjuntos residenciais para onde foram levadas. Já outras viviam apenas da renda proporcionada pelo trabalho em uma horta existente na região e agora estão aflitas diante de todo esse transtorno. Apelo para que essas pessoas que estão sendo removidas sejam melhor amparadas. Depois que a operação for finalizada, espero constatar na área somente as políticas públicas de sustentabilidade ambiental e não outras ações que possam ser resultantes de interesses mascarados.
HELOÍSA DÉBORA DE LIMA PRADO (estudante) - Londrina
Teatro Ouro Verde
Evidentemente estamos muito tristes com o incêndio no Teatro Ouro Verde. Será que não temos nenhum órgão competente ou uma construtora em Londrina para fazer uma nova avaliação para a reconstrução do teatro? Não sei exatamente o custo dos equipamentos, especialistas poderiam publicar preços de cada poltrona, sistema de som, sistema de iluminação e tudo que é necessário para o pleno funcionamento do teatro. Penso que R$ 25 milhões é muito dinheiro, pois com este montante você pode comprar um edifício de 15 andares com 60 apartamentos de R$ 400 mil e sobra troco, fora 15% de lucro líquido da construtora. Daria para construir dezenas de salas de aula, de postos de saúde, melhorar nossa segurança com novos veículos e equipamentos. Não devemos esquecer que este é um ano eleitoral e os políticos estão doidinhos para sobrar um dinheirinho para suas campanhas. Por isso, as coisas devem ser feitas com muita calma, ser bem analisadas e com gente nossa e sem a comoção que não nos deixa pensar direito.
ANTONIO DOS SANTOS JOTA (corretor imóveis) - Londrina
(in)Justiça brasileira
Com relação à carta da leitora Maria Regina Minto Reyes (Opinião do Leitor, 20/3) que expõe a rápida forma como foi concedida a indenização à estudante Geise Arruda, a ''Garota Uniban'', dá a entender que a ''justiça'' tenha abaixado um pouco a venda dos olhos e dado uma espiadinha no visual da moça. No Brasil, infelizmente, as coisas são assim. Quando se trata de julgar casos em prol dos políticos, de grandes medalhões dos serviços públicos e até de algo irrelevante, as coisas caminham na velocidade do trem-bala. Falou-se em julgar causas justas e em benefício do povo, aplica-se o método Barrichello: sempre lento e quase nunca chega ao fim.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé





