OPINIÃO DO LEITOR
Concerto ou conserto?
Passada a comoção da tragédia do Teatro Ouro Verde está na hora de refletirmos e planejarmos o futuro. Antes de decidir o que e como fazer é preciso saber se houve negligência, descaso e irresponsabilidade. A exemplo da queda da marquise na UEL em 2006, os processos vão se arrastar e nós, pobres espectadores, continuaremos no aguardo. Depois é imprescindível que a febre da indignidade e da tristeza de todos que lamentaram a tragédia seja curada com ações práticas e menos discursos. Substituam os aplausos pelo ato de, literalmente, enfiarem as mãos nos bolsos e contribuírem. Lágrimas e solidariedade são passageiras.
AMADEU VIEIRA SOBRINHO (corretor de imóveis) - Londrina
Multas de trânsito
Depois de ler neste jornal, em duas oportunidades, que agentes de trânsito disseram sofrer pressão para aplicar multas, com certeza creio que foram pressionados. Fui multado nos dias 22 e 29 de janeiro - sem fotos - por transitar sem o uso do cinto de segurança. Jamais transitei sem cinto. Já o usava muito antes da lei obrigar. Não me defenderei dos autos porque é perda de tempo. Sinto não ter nenhum parente dentro da CMTU para tentar um ''perdão''.
JOSÉ ROBERTO DIAS (administrador de empresas) - Londrina
Radares móveis
A tentativa de proibir a utilização de radares móveis é mais uma demonstração de insensibilidade de nossos vereadores. Seria cômico se não fosse trágico verificar que um vereador possa propor um projeto tão retrógrado, principalmente calcado em uma premissa absolutamente equivocada. Quer impedir o uso de radares móveis porque pessoas na CMTU apresentam desvio de conduta. Seria o mesmo que impedir o exercício da advocacia porque existem advogados corruptos ou ainda o exercício da medicina porque existem médicos incompetentes. Espero que esse projeto não vá à frente. Do contrário, será mais uma ação desastrada, de nossos representantes, a constar dos anais de nossa casa de leis.
LOURIS CLEIDE LOURENÇO CECCHINI (professora) - Londrina
Cadê as equipes de Londrina?
Duas matérias me chamaram muito atenção na Folha Esporte na semana passada. A primeira foi sobre o time de volêi que veio para cá com a promessa de patrocínios e um bom time, foi um saco de pacanda e o ex-treinador teria desviado dinheiro dos patrocinadores. A segunda matéria é sobre o time de futsal do Colégio Londrinense que fez parceria com o São Paulo. Nada contra a equipe paulista, mas o time não vai divulgar o nome da cidade na Liga Nacional e no Campeonato Paulista ao usar o nome São Paulo. E isso tendo dinheiro público com seu maior investidor. E mais uma vez o time ficará de fora do Parananese de Futsal. É correto isso? Por que não se cria um comitê de esporte de rendimento para capitanear a busca na cidade e região de patrocínios e assim tocar o esporte da cidade com respeito?
CHRISTIANO SOARES (estudante) - Londrina
Moradores de rua
Em resposta ao leitor Edvaldo M. de França (Opinião do Leitor, 13/3), informamos que a Secretaria Municipal de Assistência Social vem intensivamente realizando abordagens sociais através do Programa Sinal Verde na avenida citada por ele e onde se encontram pessoas em situação de rua. Entretanto, nem sempre os resultados são os esperados pela sociedade. Parte dessa população vive nas ruas há muitos anos, sendo difícil a adesão aos encaminhamentos e orientações. Outros são oriundos de municípios da região e de outros Estados. As equipes de assistentes sociais e psicólogos trabalham na perspectiva de garantir o retorno familiar ou o acolhimento em instituição do município.
MARIA LUCIMAR PEREIRA (diretora de Proteção Social Especial) - Londrina





