OPINIÃO DO LEITOR
Dia das mulheres
Todo ano no dia 8 de março vejo a mídia enaltecer as mulheres e sempre penso na hipocrisia desse falso discurso. Pesquisas já revelaram que as mulheres ficam mais doentes, têm mais estresse, dor de cabeça, tensão muscular, ganho de peso, depressão, etc., e que ainda ganham menos que os homens em quase todo o mundo. Já disse a presidente Dilma Rousseff que a desigualdade permanece em pleno século 21, pois são as mulheres que mais sofrem com a pobreza extrema, com o analfabetismo, com as falhas do sistema de saúde, com os conflitos e com a violência sexual. Dos beneficiados pelo programa bolsa-família, por muitos rechaçado, mais de 90% são mulheres, sozinhas e chefes de família. As mulheres foram para a rua, mas a maioria está sozinha, mantendo a responsabilidade pela casa e pela família. São milhões e milhões de mulheres sofrendo, econômica e emocionalmente desamparadas. Concordo que a dor da modernidade é humana e universal, mas o sofrimento não parece parece estar dividido democraticamente: quem duvida de que as mulheres ficaram com a maior parte?
SIMONE PASINI (professora) - Londrina
CEI, CP e outros
Notícias de ontem mostram que há um enorme empenho por parte do prefeito Barbosa Neto em tentar parar o processo investigativo sobre a utilização da Centronic pela Prefeitura de Londrina, ou não? São recursos, liminares, vários advogados, tentando inviabilizar algo já terminado - a CEI - e não permitir que seu desdobramento lógico, a CP, se estabeleça. Tudo isso implica em gastos, de tempo e de dinheiro que, obviamente, deve ser o nosso, do contribuinte. Não seria muito mais coerente que o prefeito, simplesmente, apresentasse sua defesa? Se ele não fez nada errado, como alega, basta dizer o que realmente aconteceu, a verdade, e tudo se resolve rápida e tranquilamente. E com muito menos despesas para os cofres públicos, isto é, para a população.
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina
Piracema
Estou preocupado com a desova dos peixes. Alguns amigos fisgaram ainda neste mês dourados que estavam ainda com as ovas. O prazo já expirou, mas parece que a natureza mudou a data que normalmente os peixes faziam a piracema. Precisamos de um acompanhamento mais apurado e sério. O assunto é mais grave do que parece, envolve desde turismo até a própria sobrevivência de muitos. O desiquilíbrio ambiental será irreparável. Será o aquecimento global o causador?
SERGIO BIZARRO (empresário) - Londrina
Maranhão: outro retrato
Com relação à reportagem ''Depois de lecionar um ano no Maranhão, professora universitária prepara livro'' (Folha Gente, 4/3), concordo com alguns aspectos levantados pela professora Walquiria Benedeti, que lecionou por um ano no sul Maranhão. Porém, leciono Direito na mesma Faculdade de Balsas e posso garantir que não é verdade a grande dificuldade relatada por ela e supostamente vivenciada pelos alunos em relação ao aprendizado do Direito. Na verdade, muitos alunos surpreendem pelo nível de dedicação e estudo, sendo que o debate em sala de aula é sempre produtivo e atual, o que pode ser comprovado pelo rendimento dos mesmos no exame nacional unificado da OAB, em que a faculdade atualmente é o primeiro lugar em aprovação entre as instituições privadas, ficando atrás apenas da Universidade Federal do Maranhão. Quanto ao retrato de uma população supostamente infeliz, a professora exagerou ao desenhar os moradores e alunos como alienados que não conhecem cultura. Certamente um retrato generalizado de uma cultura bem mais complexa do que ela fez parecer.
RAFAEL GOMIERO PITTA (professor) - Balsas (MA)





