Violência nas escolas
Infelizmente as escolas se tornaram um local onde quase sempre nos deparamos com agressões físicas, vandalismo, dentre outras infrações penais. No caso da aluna agredida no Colégio Estadual Professora Olympia Morais Tormenta, de Londrina, o diretor da instituição de ensino afirma que mesmo diante da gravidade do caso, ninguém deve ser suspenso ou expulso, pois o regimento interno não prevê punições. Já o psicólogo Eugênio Dal Molin, diz o contrário, afirmando que a suspensão é plausível para que os adolescentes saibam que a resposta social para casos dessa natureza deve ser severa. Sugiro que ao invés de encaminhar os alunos envolvidos para um trabalho psicológico que encaminhe-se o diretor do colégio, preferencialmente, ao profissional acima citado.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Judiciário e os advogados
Fico revoltada ao ler a opinião de pessoas que culpam os advogados pela morosidade da Justiça. O Paraná não conta com Defensoria Pública em todas as comarcas do Estado e inúmeros advogados aceitam trabalhar gratuitamente na defesa de réus presos e soltos. Eles promovem defesas perante o Tribunal do Júri sem receber nenhum centavo por isso, apenas para colaborar com a Justiça. Imaginem se daqui por diante nenhum advogado aceitasse mais promover defesas gratuitas? Aí sim, o Judiciário do Paraná paralisaria de vez!
ÍRIS SORAIA INÊZ (advogada) -Rolândia

Licitação do material escolar
A secretária de Educação, Karin Sabec, reclamou do Observatório de Gestão Pública de Londrina a respeito da especificação do material a ser adquirido. Seria de muito bom tom que os secretários municipais participassem de um treinamento básico a respeito de licitações, que poderia ser ministrado pelos próprios servidores responsáveis por esta área, para que eles tenham um conhecimento mínimo do que diz a Lei de Licitações. O Observatório apenas pede que a Prefeitura siga esta lei.
EMERSON COSTA LEMES (professor) - Londrina

Legado de Lula
O leitor Bruno Sacani Sobrinho (Opinião do Leitor, 3/3) repete uma inverdeade ouvida sem críticas nestas terras tucanas: que Lula recebeu o país com a economia estável. Ora, a taxa selic chegava a 36% ao ano, em títulos com vencimento de um ano. Mesmo assim tínhamos dificuldade de vendê-los. Isto significa que o país estava quebrado. Havia estabilidade da moeda, mantida artificialmente (paridade cambial), teimosia que elevou assustadoramente a dívida pública, por isso os investidores só compravam títulos com rendimentos altíssimos e prazo mínimo, por medo do calote. A economia não crescia, o desemprego era elevado, a taxa tributária era a mesma de hoje. A corrupção envergonhava os brasileiros (hoje muitos pensam que a corrupção surgiu com o Lula). A distribuição de renda era a segunda pior do mundo. A denque, doença que hoje nos atormenta, ninguém havia ouvido falar, mas surgiu com força quando o ministro da Saúde de FHC (José Serra) extinguiu a Sucam com o argumento que a febre amarela estava extinta no país, mas ignorava que o mesmo mosquito era o vetor das duas doenças. Talvez, por isso e por muitas outras mais, o tucanato não fez, felizmente, o sucessor.
PAULO SÉRGIO MELERO (servidor público) - Londrina

Infecção hospitalar
Com relação à carta da leitora Tatiana Gonçalves André (Opinião do Leitor, 4/3) sobre infecção hospitalar em Londrina, gostaria de lembrar que isso é muito antigo. Em 1990, tive infecção hospitalar generalizada e recebi até extrema-unção. Os políticos dão pão e circo ao povo e mandam os doentes enfrentarem os leões (infecções) na arena (hospitais).
MARCIO DICESAR BENASSI (escritor) - Sertanópolis

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