A raiz do problema
As famosas ''aulas vagas'', típicas do início de ano letivo das escolas públicas, são um problema comodamente explicado pelo não comparecimento dos professores às instituições de ensino. Entretanto, as causas dessa situação prejudicial à formação dos alunos é bem mais profunda. Tem sua origem na não priorização da educação em nossa sociedade. O Estado abstem-se de suas responsabilidades e o resultado é uma realidade na qual o professor é tido como culpado e o aluno privado de seu direito à uma educação de qualidade. É hora de revermos nossos valores e cobrar soluções dos verdadeiros responsáveis por esse caos que atinge a sociedade. A única solução capaz de sanar esse mau planejamento é a organização do sistema de contratação e incentivo à carreira docente.
ANA BEATRIZ CAMARGO ROCHA (estudante) - Cambé

Malucelli x imprensa
O gestor do Londrina, Sérgio Malucelli, está chateado e bravo com a imprensa e também com a torcida do LEC, certo? A recíproca é verdadeira. Com a permissão da imprensa e da torcida do LEC, que é o meu único time do coração, digo que nós também estamos chateados e bravos. Fomos enganados quando Malucelli afirmou que montaria um time que pudesse obter resultados que permitissem um calendário mais extenso ao LEC no futebol nacional. O LEC necessita do gestor, portanto, imploro que sejam feitos investimentos na contratação de jogadores que possam dar alegria aos torcedores no segundo turno do Paranaense. E que oxalá possamos conseguir uma vaga para disputar a Série D do Brasileiro. Ainda confiamos no gestor e na diretoria.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Arborização e a fiação elétrica
Gostaria de parabenizar a FOLHA por sua abrangente matéria '''Falhas' na arborização de Londrina'' (Folha Cidades, 25/2). Fiquei decepcionado com a atitude um tanto passiva da equipe da Sema e de alguns especialistas consultados. Londrina enfrenta um gravíssimo problema nessa área: a cidade está árida, cinza, bem diferente da concepção de ''cidade-jardim'' aplicada no Norte do Paraná. Aparentemente alguns não se deram conta disso e se preocupam mais com a fiação elétrica aérea do que com as árvores. A foto de capa da FOLHA fala por si só: a fiação deveria ser enterrada imediatamente, começando no quadrilátero central e depois passando para os bairros. Polui muito mais do que os letreiros retirados pela ''Cidade Limpa'' e arruina completamente a paisagem urbana. Não entendo também o preconceito contra as árvores frondosas, que são as mais eficazes no combate à ilha de calor urbano. Maringá está cheia delas, bem como bairros nobres de Porto Alegre, Rio ou São Paulo, e não consta que elas causem problemas, muito pelo contrário. São as principais responsáveis por tornarem esses lugares agradáveis. Espero que essa reportagem ajude a conscientizar o público de que uma Londrina verde é uma cidade melhor.
YURI ANDRADE (estudante) - Londrina

Reforma previdenciária
Deverá ser votada hoje na Câmara Federal a maior reforma previdenciária do servidor público. O Projeto de Lei nº 1.992/07 acaba totalmente com o regime de aposentadoria do funcionalismo público, federal, estadual e municipal e joga todos para o INSS. Doravante, quem quiser aposentar-se deverá fazer por sua própria conta e risco, seguindo as normas da iniciativa privada. Isso significa que no futuro nenhum servidor pedirá aposentadoria voluntariamente, todos esperarão a compulsória, aos 70 anos de idade. A qualidade do serviço deverá cair sensivelmente, e novas vagas não mais se abrirão.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

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