LEC: risco (mal) calculado
Está muito evidente que o gestor do Londrina calculou que disputando o campeonato da elite do futebol paranaense com o mesmo plantel de jogadores de baixo custo financeiro que venceu a segunda divisão poderia ter uma boa performance e atingiria as expectativas da torcida. Arriscou e se deu mal: o time é limitado tecnicamente e não consegue jogar ''sob chicote''. Se por um lado o sr. Sergio Malucelli está administrando um negócio para ter lucro financeiro, do outro a torcida, naturalmente passional, exige uma equipe forte, à altura da história do LEC. Esses dois interesses se confrontam no atual estágio do nosso deficitário futebol. O time não tem calendário anual garantido e, por isso, o gestor não quer investir pesado, pois, primordialmente, o seu negócio é formar atletas e vender para garantir a lucratividade da sua empresa. Mas a cidade tem potencial e está ávida por uma grande equipe de futebol. Dessa forma, o gestor precisa mudar a sua visão e primeiro investir para depois lucrar. Londrina já provou que isso é possível no futebol, basta ''pensar grande'' e saber explorar as suas potencialidades.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Até que em fim
A Câmara de Londrina parece vencida pelo clamor popular em cumprir seu papel constitucional e resolveu abrir quase por unanimidade uma Comissão Especial de Inquérito para investigar denúncias de irregularidades na polêmica aquisição de livros pela Secretaria Municipal de Educação. Depois de várias tentativas de alguns vereadores em fazer cumprir este dever pétreo de nossa Constituição em atos supostos de irregularidades, sempre obstruídos pelo próprio Executivo ou manobras jurídicas, nossos edis caíram na real. Isso é salutar para todos e, principalmente, para o prefeito para que tudo fique esclarecido com a maior transparência possível. A própria prefeitura já emitiu nota admitindo a irregularidade do negócio cancelando-o. Mais fica sempre a pergunta: quem vai devolver o dinheiro e quando dessa explícita fraude.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina

Ação impensada
Com tanta tecnologia, meios de comunicação eficientes e treinamento específico, a Polícia Rodoviária Federal de Marialva deu um exemplo que não deve ser seguido. Ao perseguirem um veículo por mais de 50 km no último dia 18, os policiais adentrarem em um trecho de rodovia que não é de sua jurisdição e provocaram indiretamente um acidente que ceifou duas vidas: uma apenas começando com 19 anos, com tudo para se refazer após um erro; e outra com 51 anos com família e provavelmente filhos para educar. Realmente é um exemplo a não ser seguido. A essência da PRE e da PRF está na orientação e prevenção a acidentes de trânsito. Se calcularmos 140 quilos de drogas para cada vida, logo as estradas do país estarão vazias. Está na hora da PRF rever seus conceitos e trabalhar mais na prevenção e não na sua promoção.
ALESSANDRO ANTONIO BELONCI (servidor público) - Faxinal

Flanelinhas, até quando?
Até quando ficaremos impassíveis diante da extorsão que flanelinhas nos impõem em todos os eventos nessa cidade? Até quando seremos agredidos, xingados, ameaçados, a ponto de, às vezes, desistirmos do evento por causa deles? Muitos vão de táxi para não se submeter à vexação pública sem poder reagir. Até quando as autoridades permanecerão fingindo que não sabem de nada? Até acontecer uma tragédia, como já é praxe em nossa cidade, para o poder público então consertar, rapidamente, o que está malfeito? Onde estão a polícia, a Guarda Municipal? Por que todas as vezes em que há um evento qualquer, as pessoas têm que suportar serem destratadas e ofendidas por essa corja de canalhas ou se submeter à extorsão, e as autoridades nunca comparecem? Um dia, algum proprietário de carro perderá a cabeça e tomará uma atitude drástica. Daí o flanelinha será ''a vítima coitadinha'', e as autoridades, claro, chegarão rapidamente para prender o ''cidadão-meliante'', que sustenta o Estado. Quem costuma ir ao Moringão, compreende minha indignação.
PAULO ANDRÉ CHENSO (médico) - Londrina

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