Ruas desertas
Tenho o hábito de caminhar diariamente por diferentes ruas de Londrina. Vejo ruas vazias, dando a impressão de lugares abandonados ou lugares fantasmas. Cadê as crianças? Recordações me vêm à mente dos longínquos tempos de criança. Os jogos de bets, esconde-esconde, balança-caixão, bicicletas, carrinhos de rolimã, mata-mata com bolinhas de vidro e tantos outros. Como era bom aquele tempo em que os pequeninos povoavam as ruas. Cadê eles? As ruas estão tristes, as crianças desapareceram. A maioria perdendo tempo diante da televisão, na internet, com jogos eletrônicos. Cadê aquelas ruas tão cheias de crianças, que o carro nem conseguia passar? As crianças estão sendo forçadas pela sociedade evoluída a serem pequenos adultos, as meninas usam perfumes, batons, maquiagens, roupas da moda. Os meninos andam sem orientações e pensam que tudo é permitido, até beber e fumar. Tem também muitas tarefas, como se fossem adultos, e brincam menos. Nós, pais e avós, lembramos dos tempos de criança em que se vivia a criancice. Temos o dever de tentar mudar esta situação para que as crianças tenham o direito de ser criança. É óbvio que temos que incentivá-las nos estudos, cursos, tarefas, em suas religiões. Mas façamos esforços para que as crianças não pensem que são adultas e vivam as alegrias de crianças.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (jornalista e sociólogo) - Londrina
Profanação do sepulcro
Causa-nos imensa dor receber a notícia de que o Cemitério Jardim da Saudade, um dos maiores de nossa cidade, foi violado por vândalos. Mesmo quem não tem um ente querido ali sepultado sente-se invadido. É preciso que nossas autoridades usem de meios enérgicos, com a maior brevidade possível, para que tais atos sejam coibidos, pois segundo as notícias já ocorreram mais de dez invasões nos últimos tempos e o local não conta com sistema de segurança nem tampouco vigilantes. O que todos querem é um lugar calmo e seguro, onde possam reverenciar a memória daqueles que aqui viveram e desta vida já partiram.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina
Ouro Verde
O infortúnio une as pessoas. No sinistro do Cine Teatro Ouro Verde não foi diferente. O fato positivo foi a comoção popular dos londrinenses; aliás, que falta quando precisamos nos mobilizar diante de escândalos e bandalheiras. Londrina precisa acordar, formar um grupo de cidadãos probos, sem caráter político, unindo toda a sociedade organizada para cobrar das autoridades soluções. Vivemos comtemplando indústrias migrarem para outras cidades. A Lei da Muralha. Vidas ceifadas nas rodovias por falta de duplicação. Viadutos que não são construídos. E nós? Ficamos inertes? Precisamos nos unir! Afinal, somos a força. Nós é que elegemos os políticos. Pensem nisso!
MOISÉS DOS SANTOS (entregador) - Londrina
Despesas
Acompanhando recentemente o noticiário que fala dos nossos ilustres políticos, fiquei mais uma vez indignado. O sofrido povo brasileiro trabalha para pagar seu aluguel, água e luz, enquanto nossos deputados, senadores e ministros pagam suas despesas com dinheiro público. Isto é o fim do mundo. Será que na CLT há alguma lei específica que obrigue o Estado a pagar a casa de seus funcionários, empregados? Isso é uma humilhação para o cidadão de bem desta amada terra. Quando o bom senso irá reinar na política brasileira? Já não basta pagarmos impostos para tudo e agora também pagaremos até suas despesas particulares?
LUKAS HENRIQUE DOS SANTOS (estudante de Direito) - Londrina

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