Acesf
A carta de Allan Bussmann (Opinião do Leitor, ontem) expressa uma série de inverdades em relação à Acesf. Ao contrário do que diz, a receita arrecadada é aplicada na própria autarquia. Ela é utilizada no pagamento de pessoal, manutenção de todos os serviços funerários e em 13 cemitérios municipais. Por se tratar de verba ainda insuficiente, a prefeitura está destinando recursos de forma inédita, para melhorar a infraestrutura geral, como construção e reforma de capelas e readequação do setor de preparação de cadáveres. O estado atual do laboratório de preparação de corpos é uma herança de anos seguidos sem investimentos. Esta situação será revertida, com os investimentos de R$ 600 mil que faremos este ano. Já será licitado, nos próximos meses, o projeto de reforma e ampliação do laboratório. Por fim, os servidores da Acesf não estão correndo riscos de vida em seu trabalho. A autarquia possui sete veículos funerários, que passam por manutenção constantemente e não são colocados em circulação quando apresentam algum problema mecânico. Compramos mais dois veículos em 2010 e estamos adquirindo outros dois em 2012, renovando a frota. Restabelecer a verdade é fundamental, para que os leitores possam ficar bem informados.
LUCIANA VIÇOSO DE OLIVEIRA (superintendente da Acesf) - Londrina
Ficha Limpa
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) concluíram nesta quinta-feira, por maioria de votos (7x4), que a Lei Complementar nº 135/2010 (Lei da Ficha Limpa) é constitucional e será aplicada nas eleições deste ano. A novidade é que atos e fatos ocorridos antes de sua vigência serão alcançados. Cuida-se de norma de caráter moralizador e não prevalece perante este o argumento de direito adquirido de elegibilidade. Ao que carecer de honestidade e boa fé, por encontrar-se em patamar diferente do homem comum, exige-se o princípio da vida pregressa proba. A decisão dá um exemplo positivo no sentido de uma prática política com pureza ética e próxima dos interesses da cidadania e não de sua negação. Parabéns, STF. Ficando a indagação a cada um de nós: ''O que você tem a ver com a corrupção?''.
DENIS PESTANA (promotor de Justiça) - Arapongas
Policiais militares
Luiz Geraldo Mazza, jornalista muito conceituado no meio jornalístico paranaense e nacional, ontem, na sua coluna na Folha de Londrina, tratando dos pedidos de reajuste salarial, usou uma expressão desastrosa e infeliz quando se referiu ao conjunto dos servidores públicos estaduais como ''fauna toda''. Além de julgar as ações do governo atual como democráticas ''demais'' quando abriu para o diálogo. A democracia jamais perderá importância ou será desperdiçada, ainda mais quando o diálogo é efetivo e lúcido. Sem arbitrariedades, sem atos de desordem ou ilegalidades, a democracia tem espaço em todo momento da vida pública e privada. Da mesma forma, e com indignação extremada, a educação e o respeito pelas classes trabalhadoras devem sempre prevalecer. A classe trabalhadora dos servidores públicos estaduais, notadamente a policial militar, dispensa essa referência deselegante. Pessoalmente, não desejo discutir questões políticas ou salariais, mas apenas a necessidade de respeito e tolerância a reivindicações, legítimas ou não, que devem ser analisadas e consideradas. Aos que transgridem a lei e as regras sociais, a devida reprimenda penal ou administrativa, após o devido processo legal.
CAPITÃO MARCOS ANTONIO TORDORO (Comandante da 1 Companhia de Polícia Militar de Rolândia) - Rolândia

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