Ouro Verde
A queima persegue nosso ouro verde, o café. Na década de 70, os cafezais paranaenses foram alvo de uma grande ''queima'', provocada pela geada negra, dizimando a produção, as lavouras, bem como os sonhos e projetos de muitos cafeicultores. Neste último domingo, um outro tipo de queima, agora provocada por um incêndio, atingiu nosso rico patrimônio, o Teatro Ouro Verde, afetando também os sonhos e projetos de artistas, músicos, funcionários e espectadores. É difícil comparar sentimentos ou perdas em ambos os casos. A única certeza que temos é que tanto as plantas como os edifícios podem ser substituídos no curto ou médio prazo. Porém, no campo dos sentimentos das pessoas envolvidas diretamente com o ouro verde natural ou artificial, esta realidade é bem diferente, e pode levar muito tempo para se recuperar.
AMARILDO PASINI (professor) - Londrina
Esclarecimento
No dia 27 de janeiro publiquei comentário na coluna ''Seu Direito'' (Cidades) sobre o assunto seguros. Como não havia espaço suficiente para aprofundar o tema, algumas observações que fiz, em espaço exíguo, desagradaram o Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor-PR). Então, venho aqui ressaltar que em nenhum momento tentei denegrir a imagem dos corretores de seguros, até porque reconheço a importância e necessidade destes profissionais como peças imprescindíveis no mercador segurador. Um erro isolado de uma corretora ou mesmo de uma seguradora não pode macular a atuação dos milhares de profissionais corretos e atuantes. O Sincor-PR, inclusive, possui um Comitê de Ética e Interlocução que analisa possíveis desvios de condutas de profissionais da classe e está atento a todo problema verificado. Fica aqui registrado o esclarecimento.
GABRIEL NOGUEIRA MIRANDA (advogado) - Londrina
Atletiba?
É uma pena que essa briguinha da dupla Atletiba tenha ocupado espaço na imprensa londrinense. Pior ainda é a sugestão levantada de que paranaenses do interior deveriam torcer para times paranaenses (leia-se curitibanos). O Norte e o Oeste do Paraná são regiões com identidade própria, cultural e economicamente independentes. A sugestão de que os habitantes dessas regiões deveriam torcer para times da Capital é ofensiva, e demonstra a total ignorância sobre suas peculiaridades. No campo esportivo, esse tipo de arrogância é apenas irritante. O problema maior é na arena política, onde diversos políticos também acreditavam que o Paraná ''acabava'' nos Campos Gerais. Ainda hoje o Norte do Paraná sofre as consequências dessa concepção.
YURI SIMON ANDRADE (professor) - Londrina
Desencanto
Parabenizo a FOLHA, em especial o fotógrafo que nos mostrou a triste imagem de uma casa incendiada na Zona Norte de Londrina na matéria ''Menino espancado havia passado por um abrigo'' (Cidades, 08/02). A foto mostra o que sobrou das cinzas da casa onde uma família morava, e um morador que lá ficou: um cachorrinho! Prefiro não me atentar para a tragédia que lá ocorreu, e sim pensar nos valores éticos, morais e sociais que atualmente vivemos. Um pai preso, um filho morto, uma mãe despedaçada e um cachorrinho abandonado. Ao ver a foto, particularmente saio da condição de cidadão, para ser apenas um desencantado com a podridão do mundo. Espero confiante na volta de Jesus e sua Justiça, para quem sabe nunca mais vermos seres indefesos em um mundo chamado ''ilha da fantasia''.
FABIANO BARRETO (conferente) - Arapongas
Errata
Ao contrário do informado na matéria ''Corinthians Paranaense volta a ser J. Malucelli no 2º semestre'' (Esporte, ontem), a equipe briga por uma vaga na Série D do Brasileirão deste ano. Além disso, o atacante Marcelo Tamandaré atualmente está no elenco do próprio Corinthians Paranaense.

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