OPINIÃO DO LEITOR
Incêndio no Ouro Verde
Uma data triste na história de Londrina foi escrita com fogo. Por volta das 16 horas de domingo, um incêndio consumia um dos patrimônios históricos do Paraná, o Cine Teatro Ouro Verde. Na época que foi somente Cine Ouro Verde, fui um dos seus frequentadores, ganhava convites, pois meu pai era funcionário da antiga padaria Olímpia, e era muito comum divulgar os filmes naquele local. Ursula Andress, Sissy Spacek, Charles Bronson, entre outros, lá ''estiveram''. De todos os filmes a que assisti em seu interior, foi, do lado de fora, que vi comovido os heróis bombeiros fazerem o que podiam com a pouca estrutura que tinham. Onde estava a escada magirus? Precisamos repensar! Faço um apelo às forças políticas, empresariais, enfim, todos que de alguma forma se preocupam com nossa identidade cultural. Agora é hora de união, esquecer nossas diferenças.
LIDMAR JOSÉ ARAÚJO (professor de Sociologia) - Londrina
Incêndio no Ouro Verde II
Apagamos do mapa da ''Filha de Londres'' um de nossos emblemas épicos, o que nos faz lembrar que não existe exatamente o que chamamos de história: o que existe de verdade é tão somente a memória. Aquela arquitetura - que hoje mora em nossos pensamentos - nutria-se de um epicentro cultural magnífico, a prova concreta de nossa civilização possível, bem instalada no coração pulsante de uma metrópole orgulhosa, erigida praticamente do nada e distante de tudo do mundo até então conhecido, brotando rápida no meio de uma floresta sub-tropical, a um só tempo generosa e convidativa, gigantesca e intransponível, a qual, no hoje, também segue viva em nossas lembranças, numa avenida nascida Paraná. Com esta perda inimaginável, chegou o momento impensável de nos debruçarmos sobre as plantas originais do arquiteto Artigas e providenciarmos um futuro novamente brilhante, de um povo que respeita as obras de seus contemporâneos, reconstruindo definitivamente esse espaço vital.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto) - Londrina
Resposta da prefeitura
As afirmações do senhor Wilson Oliveira Trindade (Cartas, 28/01) são levianas e de tom explicitamente revanchista. Comparar a prefeitura a uma curva de rio é um desrespeito aos funcionários dignos e competentes que aqui trabalham. O leitor desconhece que, pela primeira vez, Londrina tem metade do seu secretariado formado somente por servidores de carreira. E mais, apenas 50 cargos de comissão, somente um quarto do total é ocupado por pessoas de fora da prefeitura. O prefeito Barbosa Neto governa valorizando o servidor. Não compactua com corrupção, incompetência e ilegalidades de nenhum componente de sua equipe e tem agido com rigor em casos comprovados de irregularidades. O prefeito não se pauta por fatos noticiados por agentes políticos ou sem comprovação material, como foi visto no caso citado pelo missivista, em relação ao presidente da CMTU, André Nadai.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA
Resposta da prefeitura II
O prefeito Barbosa Neto não deixou para a última hora as licitações de merenda e uniformes escolares, leitor Milton Simões (Cartas, 28/01). Ao contrário, o prefeito que melhorou a merenda e tirou o assunto das páginas policiais e que, pioneiramente, introduziu a política de distribuição gratuita de uniformes, agiu para que todas as crianças tivessem os benefícios garantidos desde o primeiro dia de aula. A Secretaria de Educação possui uniformes em estoque e já no início do ano estão sendo distribuídos aos estudantes. A licitação vem para repor as peças. Quanto à merenda, a prefeitura está fazendo uma licitação para substituir a empresa (J.Coan), cumprindo uma orientação do Ministério Público.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA





