OPINIÃO DO LEITOR
Incoerências na educação
O ministro da Educação, Aloísio Mercadante, anuncia que vai distribuir tablets aos professores do Ensino Médio e mais adiante aos do Ensino Fundamental. Nada contra a medida tomada. Mas vejamos as incoerências praticadas na área de educação. Grande parte das escolas não tem seu quadro de professores preenchido, em muitas escolas não há carteiras e mesas para todos os alunos, sem contar a violência dentro das escolas e a falta de segurança dos professores e alunos. O material didático é insuficiente e agora o ministro acena com a distribuição de tablets aos professores? Quem disse que as aulas serão melhores a partir dessa distribuição, considerando que a maioria dos alunos dispõe de um computador em suas casas? Para que se dê a tão sonhada educação de qualidade é preciso que o professor seja bem remunerado, pois por mais boa vontade que se tenha, não é possível fazer um trabalho desafiador, de ponta e estafante recebendo um salário de fome. O grande entrave da educação é que paga-se mal e nada é exigido. Melhor seria se os professores lessem mais e as escolas adotassem a prática de leitura de jornais, ensinando seus alunos a ler, estimulando a argumentação, o raciocínio e o desenvolvimento da consciência crítica. Essa prática assegura aprendizagem em todas as áreas do conhecimento. Um desafio para mestres de verdade.
IZABEL AVALLONE (professora) - São Paulo
Greve na Bahia
A Bahia, governada por Jacques Wagner, não está conseguindo esconder do conhecimento público sua incompetência na solução de problemas do seu Estado. A companheirada, os aspones do seu governo estão de barriguinhas cheias, bons salários por pouco ou nada prestado de serviços. Porém, os policiais militares que colocam suas vidas em risco pela defesa dos cidadãos estão relegados ao abandono do governo, que não quer melhorar seus salários de fome, idêntico ao ocorrido no Rio de Janeiro com o governador Sérgio Cabral, que fala muito e não se aproveita nada, acusando os eficientíssimos bombeiros de vândalos. Estou notando nesse episódio grevista na Bahia a ausência da cômica militância petista, dando apoio aos grevistas, e principalmente do senador Eduardo Suplicy, procurando novos motivos para aparecer na mídia.
BENONE AUGUSTO DE PAIVA (contador) - São Paulo
Marchinha
Não acredito que uma simples marchinha vá solucionar o problema dos mijões anônimos no Carnaval. O fato da melodia ser agradável, com letra fácil e rimas ricas (xixi e aqui), pode agravar o problema. Explico: geralmente os ''bexigas-cheias'' atuam com alto teor alcoólico, ou seja, eles não vão se lembrar de toda a letra da música (álcool afeta a memória), especialmente o final dela, que orienta o local destinado ao fluido. Vale lembrar que um outro efeito do álcool pode ser a visão dupla (dois banheiros) ou, o que é pior, um sanitário imaginário (casos mais frequentes). Sugiro uma letra mais pesada, que realmente cause pânico no sujeito: ''Ei, você, mijão sem educação, lá vem o camburão, você vai pular é na prisão!''.
AMARILDO PASINI (professor) - Londrina
Greve dos transportadores
Eu não entendi essa greve dos transportadores de valores. Não sei se eles sabem que quem é prejudicado é o povo. Garanto que as grandes empresas não passam apuros, talvez apenas seus funcionários.
MÁRCIO DICESAR BENASSI (escritor) - Sertanópolis





