Mordomias
A carta ''Salários no poder público'' (Opinião do Leitor, 03/02) compara a disparidade entre o ganho do presidente e o de um executivo, que ganha até 10 vezes mais que o presidente do Brasil. Para começar, se esse executivo não apresentar resultados para sua empresa, será demitido, simples assim. Já no caso do presidente do Brasil... O presidente tem moradia, geladeira abastecida com o bom e o melhor, inclusive supérfluos inimagináveis pelo contribuinte comum, móveis e utensílios a sua escolha, reformas, enxoval do mais alto luxo, carro, avião, motorista, férias em local a sua escolha, diárias e tudo que se possa imaginar de mordomias e muito mais. Além disso, tem um tal cartão de crédito corporativo ilimitado, em que tudo que for gasto é pago por nós, sem explicação. Basta informar que é dado sigiloso. Além de não ter despesa alguma durante o mandato, ainda recebe um salário que não tem em que gastar. E tem também o Legislativo e o Judiciário... Isto, sim, é justo?
LOURIVALDO PEREZ BAÇAN (escritor) - Londrina
Turismo e amadorismo
As regiões de turismo de nosso país poderiam ser as mais rentáveis do mundo se houvesse investimentos no setor. O que se nota é que, assim como em muitos outros setores, o turismo também faz parte do sistema ''movimento abdominal dianteiro'', mais conhecido como ''empurrar com a barriga''. Praias quase sempre poluídas, aeroportos que não suportam uma demanda maior de passageiros, estradas esburacadas. Porém a maior perda de renda através do turismo talvez seja na parte de segurança pública. As grandes cidades não oferecem segurança para os turistas, que sempre são alvo de assaltos e violência e quando voltam para sua pátria sacodem a poeira da nossa terra. O turismo sexual é mais um flagelo nacional. Por estes e muitos outros motivos muitos brasileiros, menos eu que não tenho o tal do dólar, seguem com suas famílias para os famosos ''USA'' e Europa, para gastarem suas economias com segurança e respeito.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
Transparência
O fato de cinco ministros do STF ainda votarem contra a brilhante e eficaz atuação do CNJ dá o que pensar. Dá para pensar que, mesmo sabendo que OAB e outras entidades de grande probidade estarem a favor da permanência da autonomia do conselho, ainda existe gente conservadora e elitista que deseja que sua classe continue intocável, acreditando que está acima da lei. Mas felizmente seis ministros tiveram o bom senso e a dignidade de ficaram do lado da transparência, razão e, sobretudo, do interesse popular.
HABIB SAGUIAH NETO (bancário aposentado) - Marataízes (ES)
Moeda de troca
Na reportagem ''Rossoni quer 'nova roupagem' para AL'' (Política, ontem), o presidente da Casa resiste ao concurso público para a Assembleia Legislativa. O concurso público acabaria com a moeda de troca existente entre os políticos e os cabos eleitorais, além dos empresários que financiam as suas campanhas. Somos sabedores de que a moeda de troca é fato real, entretanto, os políticos negam veementemente. Senhor Rossoni, ''nova roupagem'' para a AL com certeza seria a implantação de concursos públicos. Nós, paranaenses, em função de alguns posicionamentos ousados e diferenciados que o senhor teve na AL, contamos com a implantação do concurso público, o que daria ampla divulgação do seu nome e do Estado do Paraná em todo o território nacional. Vamos acabar com essa desmoralizante moeda de troca. Alguém tem que atirar a primeira pedra, esperamos que seja o senhor.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (administrador de empresas e contabilista) - Londrina

mockup