OPINIÃO DO LEITOR
Bebida alcoólica
Todos os dias vemos notícias sobre problemas relacionados ao consumo de bebida alcoólica. Esta semana, por exemplo, saiu a notícia de que um programa massivo de treinamento será implantado para melhorar a atuação de policiais rodoviários para coibir o álcool no trânsito. A notícia traz dados já conhecidos da quantidade de acidentes e prejuízos causados por motoristas dirigindo sob o efeito da bebida alcoólica. Mais uma medida paliativa! É preciso muito mais. Encontrar motoristas que beberam e estão dirigindo é fácil. É só ficar observando na saída dos bares, lanchonetes e que tais numa sexta-feira à noite em qualquer cidade e ver quantos saem de lá depois de beber. E a polícia consegue abordar todos? Nunca, porque isso é tarefa impossível. E notem bem: quem provoca acidentes no trânsito e outros malefícios terríveis em função do álcool não são os alcoólatras de fato. São os que ''bebem socialmente'' ou ''com moderação''! Nunca se reconhecem sob o efeito da maldita bebida, não medem as consequências dos efeitos maléficos da tal cervejinha. E é aí que medidas drásticas deveriam ser tomadas, assim como se fez com o cigarro, outro vício maldito. Mascarar com aquelas frasezinhas nos anúncios de bebidas é de uma ingenuidade atroz. Se quiserem fazer mesmo alguma coisa séria, é preciso muito mais e enfrentar o poderio econômico das indústrias do vício. Acordem, autoridades, pais e responsáveis. Nossa juventude está afundando cada vez mais no vício legalizado.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina
Uma coisa ou outra
As reportagens ''Merenda: prorrogado contrato com empresa alvo do MP'' e ''Uniformes chegarão com atraso'' (Política, 26/01), juntamente com inúmeros outros problemas com licitações que tivemos nas diversas secretarias do município, tais como compra de livros racistas, coleta seletiva e demais coletas, problema na saúde com duas entidades etc, faz com que tenhamos pelo menos duas deduções lógicas: incompetência administrativa ou artifícios utilizados para que alguém leve alguma vantagem nessas condições.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (administrador de empresas e contabilista) - Londrina
Investir em educação é crime
Um empresário gaúcho foi multado porque investe em educação de seus funcionários e a Justiça do Trabalho entende que é salário indireto, e tem que recolher INSS e direitos trabalhistas desse investimento. É o cúmulo dos absurdos. Temos que mudar esse Brasil, fazendo uma troca: um parlamentar por 344 professores. O custo é o mesmo, porém, os benefícios...
PEDRO GUIMARÃES (engenheiro florestal) - Telemâco Borba
Shows da Expô
Acredito que os dirigentes da Sociedade Rural de Londrina imaginem que só quem gosta do tal ''sertanejo universitário'' gasta dinheiro na Exposição Agropecuária da cidade. Sou frequentador da Expô há muito tempo. Mas também, há muito, deixei de passar perto do recinto de shows. Pois não sou, e creio que muitos outros visitantes não sejam admiradores desse gênero musical. Porque não diversificar essa lista de shows? Porque não procurar saber o que o público quer ouvir? Caberia ali uma noite de MPB, uma banda de rock nacional, um bom grupo ou cantor (a) gospel, para variar um pouco. Londrina já anda tão carente de bons shows! Seria a Exposição o momento oportuno para a Sociedade Rural agradar todos os gostos. Pois todos os ouvidos que passam por lá, de alguma forma, contribuem para que superem as metas de arrecadação. Portanto mereceriam, pelo menos em reconhecimento, ter uma noite de música que os agrade.
PAULO CLEMENTE MARCOS (artista plástico) - Londrina
Classe desvalorizada
É triste para uma mulher que teve câncer de mama ter que retirar os seios e, por não ter condições, tem de se contentar, pensando na saúde em primeiro lugar, com um enchimento de tecido no sutiã. Porém, mais triste que tudo isso é ver as madames trocarem com dinheiro público os silicones colocados por vaidade e estética. Que justiça é esta, Brasil? Dois pesos e duas medidas. Brasil: um país sem miséria é um país sem privilégios.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
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Errata
Ao contrário do que foi informado no editorial de ontem, a taxa básica de
juros fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) é de 10,5% ao ano.





