Falhas na festa
Na virada do ano, foram realizados os shows pirotécnicos, no Lago Igapó II, e musical, no aterro. A festa foi maravilhosa, sem dúvida um belo presente para todos os londrinenses e visitantes. Porém, ocorreram algumas falhas que não podemos deixar passar em branco, para que não voltem a ocorrer nos anos seguintes. Nos dias anteriores, foram colocadas faixas nas vias próximas, informando que as vias seriam fechadas no dia 30/12, a partir das 21 horas. Porém, todas estavam com a data errada, a festa era no dia no dia 31, e no dia da festa não foram fechadas as vias laterais (Rua Prof. Joaquim de Matos Barreto, rotatória da Rua Maringá) e durante o evento ocorreu um grande congestionamento com motos ''cortando'' entre os veículos, subindo nas calçadas e colocando em risco o público local. Na última quadra da Rua Prof. Joaquim de Mattos, uma camioneta da Guarda Municipal com três homens ficou retida no engarrafamento, e quando me dirigi a eles pedindo para que fechassem a rua e desviassem o tráfego, simplesmente me disseram que isso era problema da CMTU. Mais uma vez nos deparamos com o despreparo de nosso agentes, que não têm consciência de que, na falta de uma autoridade, a que estiver próxima poderá atuar no sentido de manter a ordem para evitar problemas maiores, seja qual for sua qualificação.
LUIZ FERNANDO BRAVO (empresário) - Londrina

Salários astronômicos
Segundo notícia veiculada na imprensa nesta semana, comprovada através das folhas de pagamentos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargadores do TJ-RJ ganham salários de até R$ 600 mil. Neste nosso Brasil, onde o salário mínimo é de pouco mais de R$ 600, estes supersalários se tornam uma afronta e pouco caso com os trabalhadores de uma maneira geral, e até mesmo com o Judiciário de primeira instância, que, na sua luta incansável, debruçado sobre os milhares de processos no seu dia a dia, ainda tem que contornar a desconfiança provocada por estes verdadeiros marajás.
ANTÔNIO CARLOS COTRIM (comerciante) - Londrina

Explora-se o turista, não o turismo
Com relação ao editorial ''Brasileiros nos EUA'' (24/01), eu gostaria de adicionar dois pontos que considero cruciais: a exploração do turista (e não do turismo) e a redução dos tributos pagos no Brasil. No primeiro caso, eu vejo que a posição geográfica desfavorece os Estados do Sul, porque eles só têm a alta temporada para explorar o turismo. Isso, se não explica a exploração do turista, ''aceita-se'', porque os hotéis têm que sobreviver após o período de alta temporada, ou em períodos de frio, de junho a julho. Mas o que dizer das outras localidades turísticas do Brasil, onde o clima favorece a exploração do turismo, o ano inteiro? Vamos continuar vendo as passagens aéreas atrativas, para voos internacionais e pacotes de viagem que chamam a atenção da população. O Brasil não explora o turismo. Explora-se o turista. No segundo caso, somente uma reforma tributária e eleitoral poderia facilitar a vida do brasileiro. Mas qual governo (e aqui incluo senadores, deputados, assessores) pretende fazer isso?
ALVARO ALMEIDA (engenheiro agrônomo) - Londrina

Novela x novelo
''Pai, novela e novelo são a mesma coisa?'' ''Filhão, as palavras são parecidas, mas com sentidos diferentes. Novelo pode ser considerado uma bola, contendo um fio comprido enrolado. Quando uma pessoa (''artista'') trabalha com o novelo (lã), ele o desenrola, e geralmente produz alguma coisa útil (cachecol, blusa etc). Já as novelas (da TV) também são compridas, mas nelas trabalham um monte de artistas, que diariamente enrolam um monte de gente. Porém, no final, fica somente um vazio, ou seja, não produz nada de útil.'' ''Então, por que tanta gente assiste?''
AMARILDO PASINI (professor) - Londrina

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