O governador e o Norte

É revoltante ouvir do governador Beto Richa que a infraestrutura deficiente afasta indústrias do Norte do Paraná - ''Infraestrutura afasta indústrias do Norte do PR, afirma governador'' (Economia, 10/1). Essa situação é consequência direta da falta de ação de dezenas de governadores que ignoraram o desenvolvimento do Norte do Estado e, ao que parece, temos mais um. Afirmar que não há mão de obra qualificada e, ao mesmo tempo, negar a instalação de cursos de Engenharia na UEL é clara demonstração de má vontade para com a região. O que há, sim, são centenas, talvez milhares de jovens com formação universitária sem oportunidades de emprego procurando em outros Estados sua realização profissional. Não há estradas? Como ficam as duplicações da PR-445, da Estrada do Café e tantas outras de uma malha viária nada condizente com a produtividade do Norte e demais regiões? Um governador preocupado em não ferir suscetibilidades por disputa de aeroporto internacional de cargas não merece o título de gestor. Tal atitude não proporciona desenvolvimento em parte alguma, nem do Norte, nem do Oeste do Estado. Promessas já não bastam, queremos ações. E ainda há quem critique alguns movimentos separatistas do passado.
ROSÂNGELA MARIA HALFELD BONICONTRO MIRANDA (bancária aposentada) - Londrina



Transporte coletivo

Com relação à matéria ''Transporte coletivo na berlinda'' (Entrevista, 8/1), não concordo com o sr. Otávio Vieira da Cunha Filho quando diz que a frota de automóveis cresce a uma taxa de 10% ao ano, portanto, estamos falando em dobrar o número de veículos a cada dez anos nos centros urbanos. E essa é uma das causas pela crise de mobilidade que estamos vivendo nos grandes centros. Essa não é a causa e sim a consequência. A causa é a superlotação nos ônibus urbanos, a falta de respeito para com o usuário que paga para locomover-se sentado, com o conforto mínimo que um cidadão merece. Não há lei que proteja o cidadão de que ele deve ser transportado sentado e com um número razoável de pessoas em pé? As situações de desconforto a que os usuários são submetidos é uma vergonha. As pessoas são espremidas feito sardinhas enlatadas! Onde estão os dirigentes das empresas que não fazem um estudo e não mudam a política para transportar as pessoas com bom senso e responsabilidade (seja em ônibus, metrô ou trem). Sugiro à FOLHA que faça uma matéria para saber dos usuários por que está havendo essa migração do transporte público para o carro próprio.
MARIA DO CÉU MARTINS LOPES (administradora) - Londrina


Maracutaia

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, afirmar que não houve favorecimento na liberação de verbas a Pernambuco, seu reduto eleitoral, é querer chamar o cidadão brasileiro de otário e, ao mesmo tempo, autointular-se de falso e mentiroso. Assim como não se explica o inexplicável, contra fatos não existem argumentos.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé



Ano novo, vida nova

Todos os brasileiros entraram neste 2012 esperançosos, acreditando que a saúde, a educação, a segurança e o emprego irá melhorar, que a corrupção será quase nula, que os governantes saberão direcionar projetos que realmente venham de encontro aos anseios do povo, que os políticos terão acendrado amor à causa pública, pois essa é a missão do homem público. Será que tudo isso é sonhar demais, não, porque a nossa gente é ordeira, trabalhadora, que pensa numa nação poderosa, próspera, forte, então, todos terão melhores condições de vida - esse é o sonho de todo brasileiro.
EDUARDO ZANIN (professor) - Arapongas

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