OPINIÃO DO LEITOR
Cotão do Congresso Nacional
Vergonhosa a prestação de contas dos maiores gastadores da verba da ''cota de atividade parlamentar'' (Política, 10/1). Despesas abusivas, mordomias inaceitáveis e, não duvido, valores superfaturados. Como pode ocorrer tamanha discrepância nas contas apresentadas? Enquanto um gastou R$ 118.103,37, o outro R$ 337.913,80, quase 300% a mais para as mesmas atividades. Em nível nacional o abuso é ainda maior: o deputado federal José Antônio Raguffe gastou apenas R$ 10.569,00, enquanto Teresa Surita foi a mais perdulária entre todos os congressistas, com uma despesa de R$ 361.000,00. Isso é um verdadeiro assalto ao nosso dinheiro suado que pagamos com muito sacrifício a pesada carga tributária imposta aos brasileiros. Tenho certeza que, se essas contas abusivas fossem auditadas, muita ''nota fria'' iria aparecer. O nosso povo precisa ser educado e politizado para entender isso e começar a mudar a situação, depurando a nossa desvalorizada e desacreditada classe política. Num país onde a população não recebe o retorno dos benefícios à altura dos impostos arrecadados o comportamento extravagante desses políticos é um ato repugnante e condenável.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Locais públicos abandonados
Sobre a matéria ''Som alto e tráfico incomodam moradores'' (Cidades, 7/1), na semana passada levei meus dois filhos (3 e 5 anos) para andar com suas bicicletinhas na Praça Tomi Nakagawa. Escolhi o local por ser na área central, espaçoso e na última vez que estive lá foi muito prazeroso. Que decepção, agora: quase fomos tocados de lá por marginais que se drogavam. Não havia um único guarda municipal para dar um suporte ou pelo menos uma ''segurança psicológica'', pois sabemos que esses marginais não respeitam mais nada. Estava com parentes que moram no Rio de Janeiro e fiquei morrendo de vergonha. Londrina é tão carente de locais públicos para passearmos, passar horas agradáveis com a família. O Lago Igapó está mais fedido do que a Ilha do Fundão no Rio, o Bosque nem se fala, as praças estão virando prostíbulos e mocós de viciados e desocupados, o Jardim Botânico (isso existe?) virou um pântano e o Parque Arthur Thomas que já estava uma vergonha, agora acabou de vez. Até a rodoviária que já foi motivo de orgulho para nós está se deteriorando de forma assustadora. O que sobrou? Se cidades como Maringá, Ribeirão Preto e até o Rio de Janeiro conseguem ter lugares públicos para levar nossas crianças, por que Londrina não consegue?
ÁLVARO AUGUSTO GERARD NETTO (assessor comercial) - Londrina
Indústrias no Interior
Com relação à matéria ''Infraestrutura afasta indústrias do Norte do PR, afirma governador'' (Economia, 10/1), é claro que falta infraestrutura para o Norte. Os investimentos são todos reservados para Curitiba e região metropolitana. As migalhas que sobram têm de ser divididas entre as outras grandes cidades do Interior. As cidades pequenas ficam com os marginais, os impostos e o pedágio. Isso é uma pouca vergonha e um álibi que não cola.
MARCIO DICESAR BENASSI (escritor) - Sertanópolis
Ministros de Dilma
Apesar de estar perdendo o poder de indignação (como todo povo brasileiro), alguns atos de nossos ''queridos'' representantes políticos ainda me causam espanto. Falo do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que se diz estar sendo perseguido e que as denúncias contra ele teriam ligação com as eleições deste ano. Ministro, como qualquer pessoa pública é de se esperar que sua vida seje vasculhada, e é óbvio que seria,porém quero lembrá-lo de um velho e corretíssimo ditado: ''Quem não deve não''.
JEAN CARLO LOPES VIEIRA (farmacêutico) - Jaguapitã





