Patifaria geral
Mal sabiam os eleitores dos vereadores de Londrina que aprovaram o aumento do próprio salário praticariam tanta patifaria em relação ao dinheiro público. Em que pese o presidente da Câmara, Gerson Araújo, e cientistas políticos tentarem explicar a razão do aumento salarial dos vereadores e comissionados do Legislativo, isso não é moral. Legal, pode ser, mas moral não. Pior, aprovaram os aumentos durante o recesso, quando a maioria das pessoas que acompanham as sessões não estavam lá. Fico entristecido e não consigo entender como esses vereadores conseguem dormir em paz. É dinheiro público suado. Essa atitude é quase que colocar a mão no nosso bolso sem usar arma. Que sirva de lição aos eleitores: repensem se vale à pena votar em candidatos que se passam por ovelhas em época de eleições.
ANTONIO APARECIDO DA SILVA (publicitário) - Londrina

Negligência
Lamento a falta de bom senso, de inteligência e de noção da Prefeitura de Londrina no que diz respeito às mudanças que estão sendo efetuadas na Avenida Leste-Oeste, próximo à Duque de Caxias. As obras começaram por volta do dia 10 de dezembro, período em que o comércio está a todo vapor. Não questiono a obra em si, e sim o momento da execução. Desde então, tivemos congestionamento, tráfego intenso e poeira sem fim. Criou-se um verdadeiro inferno nessa avenida. Nós, comerciantes da avenida, tivemos perdas enormes porque os clientes muitos vezes não conseguiram chegar às lojas devido à confusão, sem falar na perda de mercadorias devido à poeira e sujeira. Para piorar, pararam as obras no dia 23/12 e parecem que devem retomá-las só no começo do ano. Não dava para a prefeitura ter começado essa obra em janeiro, que é um mês muito mais tranquilo, tanto em fluxo de veículos quanto na quantidade de pedestres?
ANTONIO CIPRIANO BAPTISTA (comerciante) - Londrina

Médicos da família
Sobre a reportagem ''Faltam médicos da família'' (Geral, 28/12), os médicos do Programa Saúde da FamÍlia (PSF), na maioria, são recém-formados que não conseguiram ser aprovados na residência e entram nele como um bico. Assim que conseguem ingressar na residência médica, deixam o programa. O salário é pouco atrativo: os R$ 7 mil (brutos) caem para R$ 5 mil líquidos. O salário foi majorado há pouco tempo, pois meses atrás a Prefeitura de Londrina pagava menos de R$ 5 mil brutos. Há prefeitura que oferece R$ 3 mil/R$ 4 mil. Muito pouco se comparado com o novo salário de R$ 12 mil dos vereadores. Há que se aumentar a oferta de vagas na residência médica em saúde da família, que são poucas e restrita a poucas cidades, implantar o plano de cargos, carreiras e salários e pagar algo digno, já que os médicos são cobrados para cumprir 40 horas semanais e não têm consultório particular. O trabalho do médico do PSF é, talvez, o mais importante: faz a prevenção e a resolutividade dos problemas na própria região.
LUIZ FRANCISCONI NETO (médico) - Rolândia

Cuidado com as palavras
Lendo a matéria ''TC multa Barbosa por contratação de instituto'' (Política, 28/12), percebi mais uma vez o uso da palavra ''discricionário'' pela Prefeitura de Londrina. A palavra, que está se tornando comum nas declarações, é bonita e causa impacto, principalmente quando unida a ''poder''. Mas seria bom que olhassem o significado num dicionário. Lá, encontrarão a definição: ''arbitrário, ditatorial''. Fica a pergunta: desconhecimento ou ato falho?
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina

Correção
- Ao contrário do publicado na matéria ''Dia de compras depois do Natal'' (Economia, 27/12), o prazo de troca para produtos duráveis é de 90 dias, e para produtos não duráveis de 30 dias.

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