OPINIÃO DO LEITOR
Uma Londrina melhor
Percebe-se, e as estatísticas indicam, que Londrina vem perdendo posições em algumas áreas da educação, notadamente na criação de novos cursos e vagas na área médica. Cidades menores como Maringá e Cascavel já contam com duas faculdades de Medicina. É de se estranhar como a PUC Londrina e a Unifil ainda não conseguiram implantar o curso de Medicina. Se isso ocorresse, Londrina continuaria na liderança na área de saúde no interior do Estado. Outro ponto a se destacar é que Londrina não tem atrativos turísticos. Sugiro a imediata luta para a construção do teatro municipal, que colocaria a cidade na rota dos grandes eventos culturais e fomentaria o chamado turismo cultural. Quanto ao turismo de negócios ou eventos, sabe-se que o custo de uma convenção em uma cidade do porte de Londrina é substancialmente mais barato do que em São Paulo ou Rio de Janeiro. Falta, portanto, um grande centro de convenções para que empresas desloquem suas convenções para Londrina que possui um bom aeroporto. Quanto à representação política, Londrina era bem mais substancial. Hoje a cidade perde, inclusive, para Cascavel, o que acarreta prejuízos à cidade no tocante às chamadas emendas parlamentares. Esses temas deveriam ser debatidos pela comunidade londrinense, além da questão da UEL que também diminuiu bastante o ritmo de crescimento.
HÉLIO LULU (advogado) - Toledo
Salários indevidos
Devemos aplaudir o presidente da Assembleia Legislativa por tomar, junto com a mesa executiva, a iniciativa de cortar as benesses indecentes percebidas pelos nossos deputados. Espero que ele não queira colocar outdoor vangloriando-se de mais essa medida necessária. Quanto ao descontentamento dos deputados com o corte dos salários indevidos (14º e 15º), isso deixa bem claro os seus ideais, pois após receberem por 16 anos esse vergonhoso benefício e nunca terem revelado, fica bem claro suas intenções nefastas para com o povo, visto que temos de arcar com esta conta. Sugiro que estes milhões economizados com esta medida venham melhorar um pouquinho a saúde desse povo sofrido.
ANTONIO DOS SANTOS JOTA (corretor de imóveis) - Londrina
Prêmio Direitos Humanos
Ao ler no Informe Folha (10/12) sobre a emoção da presidente Dilma quando da entrega do título à viúva do jornalista Vladimir Herzog, me veio à mente a seguinte questão: será que Vladimir e tantos outros mártires, e até mesmo a nossa presidente que arriscou a sua vida defendendo um ideal para este País, se arriscaram para que o governo tivesse seus ministérios loteados para os partidos tachados de esquerda no regime militar? Instalados nos ministérios, como se fossem grileiros, fazem do dinheiro público uma fonte inesgotável para ganância partidária e particular. O montante estimado de desvio em um ano chega a de R$ 85 bilhões. De nada adianta entregar um título de reconhecimento, se continuarmos permitindo que permaneçam no poder aqueles que só se preocupam em se aproveitar do caixa do governo. A democracia foi conquistada para o benefício de toda uma Nação, e não apenas de um grupo mal intencionado.
ARMANDO CESAR CAZELLA (arquivista) - Londrina
Bosque, antes e agora
O bosque original era divido em duas partes, com a Rua Piauí dividindo-o. Em uma das partes, aquela próxima à Catedral, as senhoras de diversos bairros vendiam trabalhos artesanais e servia de ponto de encontro para casais de namorados nos finais de semana. Na outra parte, existia um pequeno zoológico (com pássaros, antas, macacos, etc.), um parquinho para as crianças, um campo de futebol suíço, e havia instalações sanitárias bem cuidadas. O início da degradação do Bosque foi a construção do Terminal Urbano no local. Com a retirada do terminal, fechou-se a Rua Piauí e cercaram o Bosque, que se tornou um ponto de prostituição e uso de drogas. A Prefeitura está tentando revitalizar aquela área e enfrenta resistência de ambientalistas. Todos deveriam unir esforços para que o Bosque volte a ser utilizado pela população. TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina





