Carga tributária
Cada vez que leio notícias sobre o aumento da carga tributária - ''Mesmo com economia lenta, carga de tributos deve subir'' (Folha Economia, 15/12) -, vejo o governo comemorando. Quando bate recorde, então, a euforia é geral. Eles precisavam, na verdade, sentir vergonha disso! Quanto mais tributos se arrecada, mais pobre fica a população, pois estes tributos não retornam em qualidade de vida, principalmente, para os mais pobres - que é quem mais paga. O Estado brasileiro deveria encontrar uma forma de inverter a equação, cobrando menos tributos dos menos favorecidos, e mais daqueles que melhor vivem. Além disso, deveria garantir melhor qualidade no investimento de todo esse recurso, com mais saúde, mais educação, mais segurança, e sem 14º e 15º salários para deputados.
EMERSON COSTA LEMES (professor) - Londrina

Caos cultural
A deputada Teresa Surita (PMDB) conseguiu passar para o Senado a ''Lei da Palmada''. Se aprovada essa lei, somada ao Estatuto da Criança e do Adolescente, teremos um caos educacional na família e na sociedade. O governo e sua base aliada só pensam na repressão. A educação fica sempre em terceiro plano. Bater só não educa, quando não existe amor, diálogo e proteção na família. Quando a punição física é a única arma. O que certamente não acontece na maioria das famílias. A união da Lei da Palmada e o ECA vai incentivar os menores a abusarem ainda mais do direito de serem impunes. E os punidos serão os pais e educadores. Isso faz parte de um sinistro plano esquerdista de provocar a chamada revolução cultural, afetando família e sociedade, uma vez que a luta de classes acabou na agenda socialista. Junte-se a isso a ridícula teoria do politicamente correto que pretende regular o que se fala publicamente, demonizando por extensão o que se pensa. Acresça-se uma pitada de lei contra a homofobia, privilegiando uma categoria de pessoas e censurando as igrejas cristãs e os muçulmanos. Depois a Lei da Mordaça que vai atingir não só a imprensa livre, como a internet. Finalizemos com a joia da coroa governista o Bolsa Família que vem formando uma geração inteira de desocupados e preguiçosos, curral de eleitores passivos e facilmente manipuláveis. Temos assim um pacote de medidas repressivas que vão acabar num governo totalitário.
RENATO BERTIN (padre) - Rolândia

Criminalidade no Paraná
Sobre a matéria ''Criminalidade tem crescido em municípios do interior'' (Geral, 15/12), é claro que os crimes têm de diminuir nas cidades grandes (principalmente capitais e áreas metropolitanas). Os recursos estão todos voltados para estes locais. É por isso que queriam dividir o Pará. Os governos estaduais só veem o problema onde se encontra a maior parte da população, no caso as capitais. O resto do Estado vive de migalhas. Não adianta separar o Paraná, por exemplo, e deixar Londrina como capital, pois daí o novo polo de investimento será ela. O que se vê hoje no país? São investimentos e combate ao crime - até com Exército e seus armamentos bélicos - nas capitais; para o interior nada. Assim, os marginais estão mudando de domicílio.
MÁRCIO DICESAR BENASSI (aposentado) - Sertanópolis

Corrupção à solta
Não resta dúvida alguma que a maioria dos políticos brasileiros estão sofrendo do terrível mal de ''imoralite aguda'', contaminados pelo vírus da desonestidade. Quanto tempo o Brasil ainda aguentará essa avalanche de corrupção e de aproveitadores de detentores em cargos públicos? Somente neste ano, 7 ministros já foram demitidos ou convidados a pedir demissão por incompatibilidade de conduta nesse cargo público, acusados de malversação do dinheiro público. O oitavo, Fernando Pimentel, já está na marca do pênalti.
BENONE AUGUSTO DE PAIVA (contador) - São Paulo

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