Empobrecimento de Londrina
Com relação à reportagem ''PIB per capita de Londrina fica abaixo da média estadual'' (Geral, pág.6), um alerta chegou e cabe aos dirigentes de Londrina filtrar o problema e tomar as medidas necessárias para que haja reversão desse quadro. Vale a reflexão. Será que é necessário gastar grande parte dos recursos com obras gigantescas de infraestrutura, embelezamento da cidade, quando a população está perdendo renda e empobrecendo? Em épocas de recursos parcos, é importante direcionar recurso do município para as prioridades. É uma decisão de bom senso. Londrina, como a segunda maior cidade do Paraná, já merece por direito adquirido ter seu parque industrial forte. Isso não é pedir, e sim exigir, pois a região precisa desse investimento maciço no parque industrial para ter seu ''boom'' de desenvolvimento e renda per capita, principalmente para fortalecimento de sua região metropolitana que está somente no papel. Um recado aos políticos: Londrina não é somente celeiro de votos, merece mais atenção.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

'Trem da alegria'
Diga não à Câmara Federal que, numa desfaçatez, pretende conceder um grande aumento salarial aos seus apaniguados (motoristas que ganham R$ 20 mil; ascensoristas que ganham R$ 15 mil, mais assessores, aspones e outros). Esse aumento causará uma despesa de R$ 460 milhões por ano. Acredito que a Câmara Federal, localizada na ''ilha da fantasia'' que é Brasília, não deve ter conhecimento da crise financeira mundial produzida, em grande parte, por atos impensados como esse e também por benefícios indevidos concedidos aos seus pares. Acredito que a Câmara, com seus 400 ou 500 ''picaretas'', como disse certo presidente, não tem conhecimento que professores, policiais, bombeiros e médicos ganham uma merreca. O governo federal não tem dinheiro para bancar a vacina do HPV para meninas que estão entrando na puberdade e que custaria R$ 450 milhões por ano - menos do que o ''trem da alegria'' da Câmara. Temos que dizer não a esses políticos oportunistas e riscá-los da vida política, não votando mais neles. Se você está indignado, tome uma posição!
WALTER ESPIGA (advogado) - Londrina

Joio do trigo
Muito oportuno o artigo do empresário Valter Orsi ''A República dos Sindicatos'' (Espaço Aberto, 14/12). Mostra a realidade de muitas entidades que nascem para enganar seus associados. A representação sindical é fundamental no país, mas precisa sofrer uma oxigenação e quebrar a constância administrativa do rodízio diretivo e que perpetua seus diretores por anos, com benefícios sem qualquer fiscalização, vultosas contas bancárias, acertos jurídicos exorbitantes, convênios das conveniências e outras maracutaias. Há muitos sindicatos sérios e bons, composto por pessoas dignas que não se locupletam. Outros são apenas confrarias.
WILMAR MARÇAL (professor universitário) - Londrina

Ministros de Dilma
À exceção de Guido Mantega, da Fazenda, todos os ministros do governo Dilma foram escolhidos para atender às necessidades políticas dos partidos aliados a ela. Assim como foi feito também por seus antecessores. Já que essa situação parece inevitável e jamais se alterará, que pelo menos os partidos indiquem pessoas idôneas e especializadas nas pastas que ocuparão. São muitos ministros forçados a renunciar em tão pouco tempo de governo. Já está virando rotina e motivo de aposta quem será o próximo.
HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)

Correção
- Diferentemente do que foi publicado na matéria ''Dermatite em animais é mais comum no verão'' (Folha Cidades, 15/12), Silvia Manduca Trapp é professora do curso de Medicina Veterinária da Unopar.

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