Corruptos x corruptores
Excelente a ideia do procurador de Justiça do Mato Grosso do Sul, Ramiro Rockenbach, da construção de um presídio só para corruptos (Entrevista, 11/12). Falar em corruptos sem falar em corruptores é o mesmo que comprar uma carroça e não ter um burro para puxá-la. Então, como sugestão, que tal construir o presídio com o subsolo bem profundo para enterrar de vez todos os corruptores, pois são eles os responsáveis pelo destino do produto roubado. Afinal, cada corrupto tem vários corruptores a sua disposição, pois são os que dão origem e destino a esse produto. Corrupto é igual a ladrão de toca CD, só rouba porque tem quem compra o produto roubado. Corrupto também se corrompe e vende sua dignidade porque tem quem paga por ela. Enquanto não trabalharmos a ideia de prender juntos os corruptores, não acabará a corrupção.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina

Castigo ou prêmio?
Já pensou como seria um presídio só para corruptos no Brasil, como defendeu na FOLHA o procurador de Justiça do Mato Grosso do Sul, Ramiro Rockenbach? A corrupção correria solta e as celas mais pareceriam spas. Heliporto, local para colocar o carro com os devidos motoristas para os nobres detidos poderem ir e voltar a hora que quisessem. Se como disse o cantor Lobão, a cela onde o famoso bicheiro carioca Castor de Andrade ficou preso por um tempo parecia hotel ''50 estrelas'', imagine um presídio com políticos corruptos?
MÁRCIO DICESAR BENASSI (aposentado) - Sertanópolis

Reis, rainhas e escravos
Como servidora da UEL, há vários anos, recebi com indignação o resultado do Conselho Universitário sobre a eliminação do voto paritário. Funcionários foram humilhados com tal medida. A administração fala que tem autonomia e faz com 24 pessoas (conselheiros?) um revés na vida de muita gente que dedica sua vida à UEL. Injusta decisão. Fico imaginando a importância que professores darão aos servidores, sobretudo aos mais humildes, após uma semana sem limpeza dos sanitários, por exemplo.
MARILENA MOYA FLORES (servidora pública) - Londrina

UEL x sociedade do conhecimento
Vivemos em um mundo imerso em informações e caminhamos para a sociedade do conhecimento, onde o valor está ano fazer e no saber, elementos que conduzirão organizações a processos inovadores. Na contramão dessa evolução, atribuir peso diferenciado à participação de professores, funcionários e estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) gera um ambiente de não cooperação, impõe barreiras e ainda representa um retrocesso histórico. A universidade não é espaço para reis e vassalos, chefes e subordinados, superiores e inferiores, pois nela todos são produtores do conhecimento.
VINÍCIUS YOMA BUENO (estudante de Biblioteconomia) - Londrina

Poda de árvores
Em atenção à reclamação do comerciante Sebastião Calmezini (Opinião do Leitor, 11/12), a Copel esclarece que a poda de árvores em Londrina - serviço essencial para garantir qualidade ao fornecimento de energia elétrica - é seguida do recolhimento dos galhos, que são destinados à trituração e utilização ecologicamente corretas. Excepcionalmente no endereço apontado pelo leitor, o transporte dos galhos não foi possível no mesmo dia, pelo que pedimos desculpas. Paralelamente, a Companhia tem investido em tecnologias para diminuir a necessidade de podar árvores e em programas de adequação da arborização urbana.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA COPEL - Londrina

Correção
- Diferentemente do que foi publicado na matéria ''Galera de Deus é vencedor do Prêmio Betinho'' (Folha Cidades, 13/12), o significado da sigla Coep é Comunidade, Organizações e Pessoas.

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