OPINIÃO DO LEITOR
Falta de respeito
A Copel cortou galhos de árvores na Rua Paranaguá esquina com a Avenida da Saudade e deixou os galhos na calçada interrompendo 100% do passeio. Isso obrigou as pessoas a dar volta pela rua, pondo em risco suas vidas. Não sei se é uma empresa terceirizada que executou o serviço, só sei que a falta de respeito é constante. Até quando vamos ter que ver essa falta de educação por parte dos serviços públicos? Como pode cobrar do outro se não faz a obrigação de casa? Por que não cortar os galhos e colocar diretamente no caminhão antes que as folhas caiam? Será que não dá para enxergar isso ou é mais fácil fazer as coisas erradas? De que adianta publicar o estrondoso lucro que tiveram, mas cadê o respeito pelas pessoas? Isto também não é uma forma de violência?
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina
Rua do aeroporto
Olhando pela lógica dos defensores da reabertura da Rua Piauí no Bosque, de fato, eles têm mesmo suas razões. É por isso que, com a mesmíssima ''visão'' deles, defendo que rasguemos a pista do Aeroporto José Richa depois do Reveillon, na altura do desembarque, pois não são poucos os moradores da região que dão uma volta danada de grande naquele terrenão imenso o qual, aliás fica absolutamente vazio e completamente inútil dia e noite. Qualquer ''sinaleira'' usada do CMTU resolveria facilmente um cruzamento ali no meio da pista pois, como todos sabemos, sincronia no trânsito londrinense é com eles. A bucólica praçinha que permitia encontros de namorados, defronte ao aeroporto, já embarcou de mala e cuia para ''Cucuias'' com a concessão de um caríssimo estacionamento privado em área pública. Então, vamos seguir adiante, ''progredindo'' cada vez mais, a bordo de carros individuais com 2 toneladas, movidos a combustíveis fósseis.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (vice-presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil) - Londrina
Fim do voto paritário na UEL
A manutenção da decisão pelo fim do voto paritário entre professores, servidores e alunos nas decisões da Universidade Estadual de Londrina (UEL), aprovada pelo Conselho Universitário, representa uma vergonhosa agressão às liberdades democráticas conquistadas à custa das mais variadas formas de repressão vividas nos anos do regime militar. É uma agressão, um desrespeito a todos que colocaram suas vidas em risco em favor da liberdade de pensamento, de expressão e, principalmente, na paridade nas definições dos rumos desta universidade. Esta decisão somente servirá para perpetuar no poder um grupelho que, eleito em um processo democrático, quer mudar as regras do jogo em benefício próprio. Caso a magnífica reitora da UEL, Nadina Moreno, não vete essa decisão, a atual administração, por mais conquistas que alcance, ficará marcada apenas como a que permitiu um retrocesso da UEL de exatos 42 anos (Em 1969 quando as liberdades democráticas deste país foram suprimidas).
ARMANDO CESAR CAZELLA (arquivista) - Londrina
Reis, rainhas e escravos
Como servidora da UEL, há vários anos, recebi com indignação o resultado do Conselho Universitário sobre a eliminação do voto paritário. Funcionários foram humilhados com tal medida. A administração fala que tem autonomia e faz com 24 pessoas (conselheiros?) um revés na vida de muita gente que dedica sua vida à UEL. Injusta decisão. Fico imaginando a importância que professores darão aos servidores, sobretudo aos mais humildes, após uma semana sem limpeza dos sanitários, por exemplo.
MARILENA MOYA FLORES (servidora pública) - Londrina
Desenvolvimento de Londrina
Perfeita a colocação do sr. Laercio Baldi (Opinião do Leitor, 9/12). Enquanto se discute a reabertura a Rua Piauí no Bosque, pombas e outros assuntos de vital importância para a cidade, Londrina perde em todos os quesitos (social, econômico, educação, etc.) para outras cidades de porte menor, como Maringá, por exemplo. Diariamente vemos na mídia números que colocam Maringá na frente de Londrina, bem como Joinville e até Caxias do Sul (e eu me importo com isto, sim!). Isso atinge toda a região metropolitana. Ou se muda o foco das discussões em Londrina ou ficaremos muito para trás das outras muito em breve.
LUIZ FRANCISCONI NETO (médico) - Londrina
Esclarecimento
- A reportagem sobre a resolução que obriga os postos a venderem novo óleo diesel será publicada amanhã na página 4 de Economia.
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
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