OPINIÃO DO LEITOR
Novo Calçadão: Londrina bonita
Sem querer polemizar se o piso atual ou o anterior é o melhor ou mais bonito, com a liberação nesta semana de novo trecho do Calçadão ao público não se pode negar que as três novas quadras prontas estão bonitas e confortáveis. Além do novo piso, livre dos quiosques, a nova iluminação, os novos bancos, as lixeiras e as cabines de telefone que caracterizam a origem de Londrina. Há alguns meses quando começavam a colocar o novo piso em frente ao Banco do Brasil, encontrei lá o dr. Ely Bretas, já muito doente (falecido há pouco mais de um mês). Como arquiteto da prefeitura na época, ele foi um dos idealizadores e executores do Calçadão com o petit pavet. Ele comentava - e nem estava sendo crítico ao novo piso naquele momento - que nenhum modelo de piso se manteria confortável e bonito sem uma manutenção diária. E que o mais difícil não era fazer uma nova obra, mas sim mantê-la. Baseado no que o dr. Ely falou, se a prefeitura ainda não tem deveria pensar em ter uma pequena equipe exclusiva para esta manutenção diária. Além de ter um Calçadão usável para sempre, provavelmente sairia mais barato de que os remendos que fez todos esses anos.
RUBENS AUGUSTO (empresário) - Londrina
Pombas: alvo errado
Com referência à matéria ''MPF pede explicações sobre abate da pombas'' (Folha Cidades, 6/12), nas explicações da prefeitrura sobre a medidas adotadas para afastar as pombas do Centro de Londrina, nos deparamos com uma explicação um tanto esquisita. A prefeitura fez um pombal no Cemitério São Pedro para servir como dormitório para as aves. Ora, o pombal foi feito para as pombas domésticas (Columba lívia), ou seja, aquelas que vivem ciscando em volta da Catedral de Londrina, do Vaticano, na Praça Vermelha, no Egito dos faraós, etc. As pombas que usam as árvores do Centro de Londrina como dormitório e fazem a maior sujeira são as amargosinhas (Zenaida auriculata), ou seja, são pombas marrom acinzentadas silvestres que vivem em bandos (não confundir com rolinhas) que têm hábito de pernoitar em matas e canaviais. Essas jamais aceitariam as moradias oferecidas pela prefeitura, mesmo que fosse em um bairro nobre. Sugiro aos técnicos da prefeitura que estudem o adversário para depois atacar o problema ou acabarão exterminando outras espécies que nada têm a ver com essa peleja.
LUIZ BRAVO (empresário) - Londrina
Bendito Bosque!
Enquanto o Central Park em Nova York é cortado por ruas e tem várias construções, em Londrina até cocô de pombas vira polêmica. Isso acaba roubando as atenções. Enquanto isso, as outras cidades andam (desenvolvem-se).
LAERCIO BALDI (servidor público) - Rolândia
Prazer da leitura
Parabéns à FOLHA pela reportagem ''Velhos hábitos de leitura em tempos virtuais'' (Geral, 4/12). Somos consumistas iludidos pelo exagero do marketing. Aceleramos nossos hábitos porque está na moda. Comemos ou devoramos rápido. Compramos muitas coisas no imediatismo e nos arrependemos neste mesmo ritmo. O hábito saudável da leitura de um livro exige, em especial, a reflexão e a análise. Saborear e desfrutar para que possamos desenvolver espírito crítico e assimilar o conteúdo. Lendo ''dinamicamente'' ou mecanicamente, desenvolvemos o comportamento do volúvel, do imediato, do descartável, do vazio. Se extrapolarmos isto para os anúnci6os do comércio e da mídia visual, podemos concluir que, em muitos casos, os outros decidem por nós. Nos tornamos ''cegos'' no hábito da leitura e do bom senso. Praticamente ignorantes nas decisões do dia a dia. Neste mesmo ritmo, é fácil deduzir que morreremos rapidinho.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) - Londrina
Dengue e a população
Sobre a matéria ''Mutirão recolhe 73,8 de lixo'' (Folha Cidades, 6/12), não é de hoje que a população vem sendo alertada dos riscos de epidemia de dengue. O papel do agente de endemias não é o de catar lixo e sim o de orientar bem como de alertar a população de como evitar essa epidemia. Cabe a todos nós colaborar, pois amanhã a vítima poderá ser você.
ÁLVARO ALVES PEREIRA (servidor público) - Londrina





