Outdoors desnecessários
Mesmo sendo R$ 100 mil, acho desnecessário esse gasto com outdoors para propagandear a ''economia'' na nossa Assembleia Legislativa. Na realidade, não se trata de economia e sim de moralização na aplicação do dinheiro público. E isso é uma obrigação do administrador, que não precisa ser alardeada por caros painéis de publicidade. A própria mídia noticia sem custo. Economia seria se houvesse a redução do inchado quadro de cargos comissionados, hoje beirando dois mil assessores ou então o enxugamento da frota de veículos que servem os deputados que, de tão abundante, foram ''roubados'' 48 carros sem que percebessem esse desfalque. Ou ainda que não fosse efetivada a locação de aeronaves para uso exclusivo da Assembleia, um luxo desnecessário; citando alguns exemplos. Na verdade, as dotações orçamentárias para as câmaras legislativas em todo o país, mesmo sendo constitucionais, são superestimadas, propiciando o abuso e a farra com o dinheiro público nas mais variadas formas de mordomias. Os políticos sérios deveriam propor emenda constitucional para reduzir esses repasses e não usá-los para fazer propaganda.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Doutor Sócrates
A dimensão sobre Sócrates não pode ser medida por números de gols feitos ou por quebra de recordes, porque toca no ponto de sua influência e sua mística na vida esportiva, social e política do Brasil: o líder da democracia corintiana; o capitão da seleção que entrou para a história sem ganhar a Copa de 1982; o esportista que subia palanques para defender as Diretas Já em plena ditadura militar; que brigava por uma sociedade mais justa, o jogador intelectual que sabia o que dizer. Quis o destino que fosse chamado de doutor e reverenciado pelo estilo. Que fosse registrado como Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. Quis o destino que lutasse por sua própria vida e simbolicamente fosse vencido, no dia mais importante da história recente do seu amado Corinthians.
ALDO MORAES (músico) - Londrina

Ambulantes
A fiscalização que vem sendo realizada pela CMTU com ajuda da Guarda Municipal na área central da cidade, coibindo a presença de vendedores ambulantes, é muito importante e merece todo o nosso apoio. O trabalho dos órgãos fiscalizadores evita que a informalidade se transforme em regra, como já ocorreu durante muitos anos em Londrina, e tenhamos uma cidade sem lei. A resistência dos ambulantes, que estão conscientes de que suas atividades são irregulares, precisa ser tratada com rigor e bom senso. Sem excessos, mas com a autoridade necessária.
NIVALDO BENVENHO (presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina)

Foi reciclar no céu
Fui buscar meu filho mais cedo na escola. Na casa simples, ao lado, o cenário estava diferente. Os trabalhos artesanais, feitos com garrafas PET, haviam sido retirados das grades do portão (ficavam em exposição permanente). Caixas grandes, com centenas de garrafas descartáveis na garagem, confirmavam algo de estranho. Fiz a pergunta lógica: ''Ela está de mudança?''. Não, faleceu. Somente agora percebo o quanto ela fará falta naquele local. Sorriso e presença constante de avó. Mãos preciosas para transformar. Exemplo para todos. Guardo tudo isto da senhora Marina (embora não a conhecesse). Em especial, guardo a lembrança do presente entregue ao filho. Um carrinho muito simples, feito com PET, puxado por um barbante. Uma verdadeira ''obra de arte''. Com tanto talento e bondade, creio que nossa artista foi reciclar no céu.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) - Londrina

Correção
- Diferentemente do informado na matéria '''Não sobra nada do que ganhamos''' (Economia, 4/12), Fábio Fernando Alves de Souza, filho da produtora rural Fabiane Alves de Souza, na época em que sofreu um acidente de trabalho trabalhava em uma empresa terceirizada que prestava serviços para a Copel. A informação equivocada foi repassada pela mãe de Fábio.

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