Bosque: reforma bem-vinda
Londrina é hoje um centro de referência para nossa região, e acompanho alguns acontecimentos via Folha de Londrina, assim como visitando essa cidade maravilhosa. Duas discussões chamaram minha atenção: primeiro, o problema dos pombos e a sujeira no Calçadão; segundo, o problema do Bosque e a reabertura da Rua Piauí. Vamos colocar isso numa visão diferenciada de alguém de fora, sem vínculos políticos, sem interesses diversos, por outro lado, também conhecedor há tempos desses lugares citados e degradados com o tempo e descaso. As decisões tomadas estão corretíssimas. Londrina merece esses cuidados. Pensem um pouco, andar naquele Calçadão imundo ou passar pelo Bosque é preciso ter coragem, pois a sujeira e outras coisas mais simplesmente impedem nossa caminhada. Então, que seja bem-vinda a reforma.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Revitalização?
Quando foi anunciada a revitalização do Bosque de Londrina a impressão que dava era que a Prefeitura de Londrina fecharia ao trânsito todas as ruas que circundam aquela área, deixando apenas pequenos trechos para a circulação dos moradores que possuem garagem em seus imóveis ou para ambulâncias e bombeiros. Agora, abrir uma rua chama-se revitalização? O argumento do número de emplacamentos de carros na cidade para se abrir 100 metros de rua, é até cômico, pois se fosse assim Nova York já teria o seu Central Park todo cortado por ruas. Está na hora de a administração contratar um bom engenheiro de tráfego para fazer modificações para o trânsito fluir melhor. A cidade está com piso de rolamento completamente deteriorado. Os semáforos são na maioria ultrapassados. As poucas ondas verdes vivem desreguladas. Temos pouquíssimos semáforos com o tempo de pedestre; faixas de pedestres apagadas; as sinalizações de ''pé na faixa'' ficam ao lado da faixa, quando deveriam estar a pelo menos 30 metros antes para o motorista saber que está chegando em um trecho especial para pedestres. No estado atual da malha urbana existem muito mais coisas a serem consertadas do que simplesmente abrir cem metros de rua para ''melhorar'' o tráfego!
AIRTON PROCÓPIO DOS SANTOS (fotógrafo) - Londrina

Jogando para a torcida?
A ministra Eliana Calmon só pode estar jogando para a torcida, pois esse negócio de acabar com as férias de 60 dias de magistrados não tem cabimento. Magistrado é magistrado 24 horas por dia. Trata-se de uma vida dedicada à magistratura. Quando em férias, invariavelmente, aproveitam o tempo para fazer algum curso de especialização ou de reciclagem, coisa impossível durante a jornada normal de trabalho para quem tem que fazer cerca de 10 a 15 audiências diárias e ainda dar cerca de 15 a 20 sentenças por semana. Então, esse descanso é relativo, pois, mesmo de férias o juiz tem a preocupação com sua função, procura se especializar e está observando tudo o que se passa à volta, inclusive eventuais oportunistas que procuram aparecer a qualquer custo, mesmo que isso resulte em prejuízo a uma classe valorosa e trabalhadora como a dos magistrados.
SEBASTIÃO BUENO DOS SANTOS (advogado) - Londrina

Natal é Jesus
Quero parabenizar o jornalista Walmor Macarini por seu inteligente artigo ''Um presente para o Menino Jesus'' (Espaço Aberto, 1/12). Há vários anos venho comentando nas paróquias em que atuo sobre o absurdo de se tirar Jesus do centro das atenções nesta época do ano. Papai Noel e tudo o mais é comércio. Tudo bem quanto ao direito de se comprar e vender nesta ocasião. Tenho vetado na paróquia qualquer coisa que lembre Papai Noel, presentes e tudo o mais. Natal é Jesus; tempo de sentimentos e atitudes concretas de amor, justiça, paz, perdão e convivência fraterna.
RENATO BERTIN (padre) - Rolândia

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