Legalidade do CNJ
Reza a lenda que os Três Poderes no Brasil são independentes e harmônicos entre si. Durante bom tempo o imaginário da população foi ocupado pela ideia de um Judiciário que estava acima das falcatruas, ilegalidade e propina. Os guardiões da lei enchem o peito e gritam: ''O Poder Judiciário é o que tem o menor número de casos de corrupção''. Porém, tal poder é o menos investigado. Também conta com as garantias constitucionais, os privilégios da vitaliciedade, inamovibilidade, irredutibilidade de salários, além de outras incontáveis mamatas. Agora os homens da capa preta lutam desesperadamente para não terem ninguém, principalmente o CNJ, fungando em seus cangotes. O próprio presidente do STF, ministro Cezar Peluso, que ao assumir comprometeu-se a tratar o tema com rigor, fez às avessas, já que conseguiu a incrível façanha de suprimir até mesmo as iniciais dos nomes dos magristrados processados, o que deve ser recebido como iniquidade legal produzido com grandessíssima indignidade, um verdadeiro atentado contra a Justiça.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina

Por que rua no Bosque?
As ideias democráticas autênticas direcionadas aos objetivos comuns podem acarretar grandes benefícios para o meio ambiente. Com este pensamento é que se deve refletir: devemos sangrar a natureza atravessando uma rua no Bosque? Não é preciso ser ecologista para saber que a natureza verdejante com suas árvores é um monumento sagrado. As árvores não podem ser derrubadas pela simples vontade do progresso. As autoridades devem realizar um projeto de revitalização do Bosque e arrumar o Zerinho. Ao invés de abrir uma rua no Bosque por que não estender a Rua dos Funcionários até a Rua Bélgica onde se situa o Vale dos Tucanos, na Zona Sul. Isto desafogaria o trânsito de veículos que vem pela Bélgica e imediações do Jardim Igapó. As autoridades responsáveis pelo meio ambiente devem acordar e buscar soluções urgentes. Deem uma olhada no Bosque, este cartão postal tem que ser cuidado, amado e não antiecologicamente olhado. Depois conheçam um lugar abandonado, feio, cheio de buracos e matagal. Ali a nova rua será bem-vinda e festejada.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (jornalista) - Londrina

Filhos: bênçãos de Deus
Discordo do leitor Manoel J. Rodrigues (Cartas, 23/11) que questionou ''o que pensa um casal quando coloca uma nova vida neste mundo''. Ter filhos é uma grande dádiva de Deus (pelo que percebi o leitor não deve ter tido essa experência tão maravilhosa!), e quando os temos deixamos de lado nossas atitudes mesquinhas e egoístas, pois filhos significam amor incondicional e gratuito, deixamos de lado o ''eu'' e sempre pensamos em ''nós''. Ter filhos exige planejamento e responsabilidade sim, porém a visão do leitor dá entender que pessoas menos abastadas não deveriam jamais pensar em se tornar pais. Para se ter uma família feliz e consciente não são necessariamente os recursos financeiros que trarão essa condição, mas sim a forma de educar nossos filhos. É preciso ensinar a serem justos, solidários e praticar o amor sem medida. Não devemos pensar apenas que mundo estamos deixando para nossos filhos, mas sim que filhos deixaremos para este mundo!
THAÍS TREVIZAN VICENTE (professora) - Londrina

Que reforma é essa?
Ao ler recentemente um texto um assunto me chamou a atenção: a reforma política. Um dos pontos discutidos era voto distrital. Para alguns, isso traria problemas e seria difícil de se adaptar à nossa cultura política. Para outros, seria uma poderosa ferramenta para reduzir o custo das campanhas eleitorais e motivar uma maior fiscalização por parte do eleitor sobre o trabalho do político. Quantos distritos haveria no Brasil? E quanto ao número de deputados federais existentes? E nas eleições para as assembleias, qual seria o número de cadeiras? Haveria municípios agrupados na eleição para a Câmara? Só nos resta saber se iria funcionar ou seria mais uma forma de enganar o eleitor.
THIAGO ENDERSON ARANTES (estudante) - Sertanópolis

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