'Bom-senso invertido!'
Os proprietários de terras neste país foram praticamente esbulhados em mais de 20% de seus patrimônios, sem sequer receberem indenizações e agradecimentos. Além da Reserva Legal, que reduziu a área à disposição para a produção de alimentos, os produtores foram obrigados, à própria custa, restabelecer a vegetação original sob pena de pesadas multas. Já outra lei federal obrigou-os a custear o georreferenciamento de suas propriedades para corrigir falhas da legislação do passado, mas, outra vez à custa do bolso do proprietário rural, consequentemente, reduzindo sua capacidade de investimento na produção de alimentos. Agora, um movimento, encabeçado pela CNBB, OAB, movimentos dos sem-terra e outros ecochatos faz campanha para evitar que o governo aprove o novo Código Florestal com a isenção das multas, que tardiamente corrigiria a injustiça, contida na lei vigente, feita àqueles que, apesar de tudo, alimentam este país. Por que o Confea, o Crea e associações de engenheiros agrônomos não se manifestam sobre esse ''bom-senso invertido'', praticado por essas organizações sem afinidade com a terra e a economia do país?
PEDRO MORETTO (agropecuarista) - Londrina



Lições para o futuro
Creio que os países considerados do ''primeiro mundo'' têm nos dado lições que poderíamos aproveitar já nas próximas eleições. Vemos que a figura do apenas político não basta para a condução de um país. Apesar de serem regimes diferentes, primeiros-ministros da Espanha e Itália amargaram derrotas políticas devido às suas desastrosas conduções na área econômica, bem como os Estados Unidos que vêm demonstrando serem incapazes de reagir. Alguns ministros do governo Dilma Rousseff vêm demonstrando total incapacidade de gerir suas pastas a não ser para interesses partidários. Els deveriam ser escolhidos por currículos extremamente técnicos em áreas que atuam para não chegarmos à crise das grandes potências. Será que não será um aviso para nós? Ou vamos esperar a marolinha aumentar?
HEVERSON YOSHIO TAKASAKI (bancário) - Joaquim Távora



Temos que ter precaução!
Infelizmente, os políticos e os partidos só têm preocupações com eles mesmos. Fazem de tudo para serem eleitos. Uma das armas mais perigosas utilizadas é a aliança suprapartidária. Com essas alianças, o político perde a sua capacidade de administrar dentro dos princípios da ética e moral. Paralelamente às alianças, temos a implantação do famoso ''tomá-lá-dá-cá'' que oportuniza aos políticos administrarem em causa própria. Cada partido que faz parte de uma aliança suprapartidária, com certeza, irá buscar os seus direitos, que na verdade não são deles, e sim nossos. O aumento do número de partidos numa aliança tem como consequência o aumento de riscos de uma administração corrupta e com desvios de recursos públicos.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina



Decoro parlamentar
O que poderíamos considerar como maior quebra de decoro parlamentar: ''Se gosta de homossexual, assuma'', do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) à presidente Dilma ou ''Não vamos ouvir a ética'', do deputado Paulinho Pereira (PDT-SP) da Força Sindical, respondendo aos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Pedro Taques (PDT-MT), ambos colegas de partido, que pediam o afastamento do ministro Carlos Lupi, também do PDT, envolvido até o pescoço em casos de corrupção?
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

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