OPINIÃO DO LEITOR
Bosque de Londrina
É impressionante como seres humanos, como nós, eleitos nossos representantes tratam os espaços públicos com decisões particulares e antidemocráticas. Será que os políticos se esquecem que a cidade é de todos. Que uma cidade com qualidade de vida é aquela em que o cidadão ajuda a construir, usufruir e cuidar? Que todas as decisões que impactam no ambiente urbano devem ser estudadas exaustivamente e coletivamente? As obras devem ser acertadas, bem executadas e durarem gerações. As cidades do mundo todo estão se preocupando com mais áreas para o pedestre. Parabéns às pessoas que se manifestaram para a conservação do Bosque, afinal é retirando uma flor de seu jardim que o resto é levado.
EDUARDO SUZUKI (arquiteto) - Londrina
Abertura do comércio
Assunto amplamente debatido em Londrina, esgotadas as negociações, renegociações sindicais, liminares judiciais, dá impressão que os comerciantes querem trabalhar, e há algo nebuloso envolvendo sombriamente este assunto. Talvez, interesse a opinião de quem trabalha, de quem não mora em Londrina, pois não temos o privilégio de fazer compras durante a semana, restando portanto usufruir dos finais de semana e dos feriados para ter o prazer de pesquisar até poder comprar. A questão do horário de abertura do comércio deve ficar em aberto a cada comerciante, pois cada um tem sua particularidade e, com certeza, haverá um ajustamento natural, conciliando vendas e necessidade de atender o consumidor. O foco deve ser outro, observe por exemplo, a criação de novos empregos. A Justiça do Trabalho pode fazer a cumprir a lei e preservar os direitos trabalhistas dos empregados. Aí sim, podemos apostar em decisão madura de ambas as partes.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Venda de terrenos públicos
A Câmara de Londrina está contrapondo a proposta do prefeito Barbosa Neto de vender alguns imóveis para refazer o asfaldo da cidade, pois dizem haver divergência entre o valor de mercados. O que é mais importante está sendo deixado de lado: a manutenção da camada asfáltica da cidade deveria ser para a prefeitura um custo fixo já que a degradação é esperada e sua reposição deveria ocorrer com a receita corrente por meio de provisionamento. Vender um imóvel para cobrir uma despesa corrente é o mesmo que uma empresa que vende parte de seu patrimônio para pagar salários. É preocupante. Depois de vender esses imóveis, o asfalto continuará a se deteriorar e o que venderemos, então? Vamos todos nos manifestar contra na Câmara! Estamos doando ainda casas e parte de terrenos a projetos sociais e a cidade não suporta nem mesmo o que já tem? Vamos construir milhões de casas em outro lugar pois Londrina já está afundando sozinha.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (gerente de negócios) - Londrina
O poder da imprensa livre
Nos últimos meses vimos vários ministros serem impelidos a pedir demissão, pois a pasta que administravam estava infestada de escândalos e desvios de dinheiro público. O povo acreditou que a ''faxina no governo'' fosse feita por ordem da presidente. A bem da verdade, esses ministros só pediram demissão porque a imprensa descobriu e investigou com rigor e profundidade as irregularidades, divulgando a corrupção e as negociatas existentes em cada ministério, o que apressou a queda de tais homens públicos. A presidente da República deveria primar pela escolha de pessoas ilibadas, sem qualquer mancha que pudesse macular a boa gestão pública. Foi exatamente para isso que o povo a elegeu: governar séria e honestamente. Na primeira denúncia de irregularidade, o ministro envolvido deveria ser afastado do cargo (ou pedir licença) até que as investigações fossem concluídas. No entanto, o que se vê é que a corrupção grassa nos corredores do próprio Palácio do Planalto e dos ministérios. Daqui a pouco, alguém também usará as alegações de que ''não sabia de nada'', tal qual um filme de terror cujo enredo já conhecemos num passado muito próximo..
MILTON DE CASTRO (corretor de seguros) - Londrina
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