Injusto tratamento vip
Discordo do leitor Ancilon de Sá Neto (Opinião do Leitor, 10/11), não se trata de falta de respeito com o ser humano fazer comparações de tratamento da doença pelo SUS ou pelo hospital de referência (e caríssimo) do ex-presidente Lula. Todos sabemos do esforço heroico dos oncologistas e todo pessoal de hospitais custeados pelo SUS, que enfrentam desvios de recursos pelos políticos (incluindo aí todos atuais e ex), baixíssima remuneração dos médicos e enfermeiros, falta de equipamentos, etc. Tenho muito respeito e solidariedade pelo sofrimento do ex-presidente e de todos os que padecem da mesma doença em todo o Brasil, porém acho uma grande injustiça o tratamento ''vip'' ser só de alguns ditos famosos.
JAIME CAMACHO (corretor de imóveis) - Londrina

Herança maldita
Com relação ao comentário do leitor Ancilon de Sá Neto, também deploramos a falta de respeito sobre a doença que acometeu o ex-presidente Lula. Porém, não dá para aceitar que ''ouvindo os discursos cheios de metáforas de Lula'' os problemas do Brasil serão resolvidos. Para quem é esclarecido politicamente sabe que, enquanto Lula discursava efusivamente ''nos palanques mundo afora'', com a sua leniência instalou-se nos ministérios da República uma quadrilha operando uma eficiente máquina de desviar dinheiro público. E o resultado está aí: uma herança maldita (e como os lulistas gostam desse termo!) que está dificultando a sua sucessora de governar como pretende. Discursos bonitos servem para anestesiar o povo e satisfazer aqueles que não conseguem enxergar além do umbigo.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Obesidade dos professores
A Secretaria Estadual de Educação decidiu medir e pesar todos os professores para levantar o percentual de obesos. Quem vai arcar com essa missão são os professores de Educação Física. Acho constrangedor. Para isso há exames médicos. Isso me faz lembrar a canção Disparada, de Geraldo Vandré/Theo de Barros: ''...e o dono de gado e gente, porque gado a gente marca tange, ferra, engorda, pesa e mata, mas com gente é diferente. Se você não concordar não posso me desculpar''.
SERGIO GIAVARINA (professor) - Jataizinho

Choque de gestão ou gestão de choques?
O governador do Paraná prometeu uma ''gestão de choque'', mas o que percebemos é uma verdadeira série de ''choques na gestão''. O primeiro choque foi a reintrodução da censura na TV Educativa, cortando a palavra da presidente Dilma quando ela discursou por ocasião da verba para o metrô da Capital. O alegado ''problema técnico'' não aconteceu nos discursos do prefeito de Curitiba e do governador. Estranho! Um segundo choque foi o brutal aumento das taxas do Detran. Um terceiro choque se deu no Hospital Militar (que mancada!) e para finalizar constatamos uma brutal queda na produção industrial do Paraná. Realmente: uma verdadeira ''gestão de choques''.
JOHAN SCHEFFER (professor) - Castro

Universidades públicas
Com respeito à crítica da leitora Maria Paula Fienretti (Opinião do Leitor, 29/10) de que certas universidades públicas têm professores desocupados para aliciar jovens, julgar as universidades públicas por uma pessoa é incoerência ou não conhecer o ensino público oferecido por elas que formam acadêmicos todos os anos que na grande maioria prestam relevantes serviços à sociedade. Depois de 25 anos de ditadura militar, que deixou um rastro de destruição no Brasil, pensamentos como esse e preconceitos com funcionáros públicos não contribuem em nada para a democracia que está se consolidando no Brasil.
PAULO ROBERTO SANITÁ (agricultor) - Tamboara

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