Tabaco e álcool, qual o mais pernicioso?
No último dia 30/10, a FOLHA informou na entrevista da página 3 que ''ONG declara guerra ao tabaco''. Há alguns dias a Câmara de Londrina aprovou projeto de lei antifumo em ambientes públicos. São posições muito positivas que atacam o consumo do cigarro, mas ao mesmo tempo desviam a atenção sobre outro grande, talvez muito maior, problema: o consumo de álcool em todas as idades e esferas da sociedade. No Editorial ''Conscientização no trânsito'' (7/11) sobre o trânsito brasileiro está bem claro: ''A embriaguez é apontada como uma das principais causas de acidentes''. Por que a legislação é fraca em relação aos crimes quando o autor estava embriagado? A resposta é simples: os ''legisladores'' e os ''que aplicam'' as leis também gostam de ''tomar umas e outras''. Em qualquer ''evento social'' nunca falta um drinque (álcool), logo é mais fácil atacar o fumo do que atacar a cerveja, caipirinha, vinho e outras tantas bebidas que provocam a morte de inocentes. Que a luta contra o álcool seja igual ao combate ao fumo.
JAMES BUSSMANN (aposentado) - Londrina

Caso Michael Jackson
Fica transparecendo que os jurados que condenaram o dr. Conrad Murray, médico de Michael Jackson, mais se basearam na fisionomia de ''açougueiro'' do réu do que propriamente nos fatos em si. Vejamos: a vítima não foi amarrada ou algemada para que lhe fosse introduzido os medicamentos da ''causa mortis''; o condenado também não agiu com o objetivo de, posteriormente, beneficiar-se do patrimônio da vítima; também nunca se viu o cantor rasgando cédulas de dólares e ainda o condenado jamais teria a intenção de matar a galinha dos ovos de ouro que o sustentava. Mas a culpa cabe àquele que não prevê o que facilmente pode acontecer e, sob esse aspecto jurídico, a setença foi proferida.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Agente de endemias
Fui agente de endemias durante 6 meses (janeiro a julho de 2011) e posso afirmar que as pessoas que lá são verdadeiros guerreiros. O agente de endemias é um braço do poder público que vai a fundo a todos os cantos da cidade, fazendo assim um trabalho de referência para a saúde e para o município. Acontece que esses guerreiros estão cansados, desanimados, pela falta de reconhecimento, pelo excesso de trabalho e, principalmente, pela remuneração recebida. É sabido que desde o início há uma deficiência no número de agentes em campo. O Ministério da Saúde preconiza 260 e hoje temos em torno de 180, porém alguns estão de licença, outros estão exercendo cargo de chefe de equipe e alguns estão em outras funções. Já passou da hora de termos um concurso público para esta função. É preciso ainda remunerar melhor essas pessoas de bem cuidam da saúde da população diariamente, enfrentando todas as adversidades.
MARCELO JOSÉ GRANDI MARTINS (porteiro) - Londrina

Avante Brasil!
Gostaria de parabenizar as estudantes Bruna Esteves e Rebeka Andrade (Opinião do Leitor, 7/11) que demonstraram estar revoltadas e dispostas a fazer passeatas, protestos e organizar projetos sobre a Lei da Ficha Limpa, fazendo com que os ''fichas sujas'' não tenham o direito de participar como candidatos das eleições. Bruna e Rebeka, os estudantes sempre foram a força máxima em nosso país, o impecheament do ex-presidente Collor ilustra bem esta condição. Entretanto a UNE ''se vendeu'' para o governo federal, com isso a sua atuação na política do país tem sido pífia. Temos percebido que os estudantes estão se despertando e voltando à ativa, visto que, das quatro cartas publicadas na FOLHA no dia 7/11, três tinham como autores estudantes. Concordamos, efetivamente vocês são a nova geração de eleitores deste país.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

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