OPINIÃO DO LEITOR
Quando nos deparamos com um grande problema ficamos inertes esperando grandes soluções, enquanto simples medidas que ajudariam estão a nossa frente. Muitos moradores de Rolândia sofrem com as manobras dos trens da ALL que paralisam o centro da cidade em horário de pico de transportes dos trabalhadores. Sinto-me privilegiada por estar motorizada e poder buscar outras saídas (quando não fico presa entre outros veículos), mas muitos trabalhadores a pé ou de bicicleta sofrem para chegar a seus destinos. Muitos deles deixam de receber no final do mês os benefícios que as empresas oferecem por assiduidade e quem arca com esse prejuízo? Faço um apelo: estipulem as manobras e outros procedimentos da ALL para horários menos prejudiciais, respeitando os trabalhadores que ainda têm o dever de cumprir com a carga horária em suas funções. O mais irônico nisso tudo é que enquanto estamos parados feito estátuas, lemos nos vagões o slogan: ''ALL a gente nunca para''.
ANA PAULA LOPES (radialista) - Rolândia
As eleições estão chegando e nós, adolescentes, estamos nos importando com elas, mesmo que os mais velhos não achem isso e ainda não sabemos o que foi decidido sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa. Por meio da mídia, soubemos que aproximadamente 200 prefeitos corruptos foram cassados durante os últimos quatro anos. Os políticos ''fichas sujas'' são pessoas que não foram julgadas ainda, porém cometeram erros. Já no caso dos cassados, foram julgados e deveriam estar sendo punidos ao invés de se reelegerem. Nós devemos não só falar, mas sim agir. Deveríamos fazer passeatas, protestos e organizar projetos sobre esse assunto, a fim de conscientizar não somente aqueles que votam, mas também aqueles que irão votar futuramente, mostrando nosso empenho e preocupação, porque seremos a nova geração de eleitores. Como podemos enxergar os políticos com bons olhos, sendo que eles não colaboram para essa visão?
BRUNA ESTEVES e REBEKA ANDRADE (estudantes) - Londrina
Queria viver no mundo do Chaves. Um mundo onde uma criança moradora de rua vive feliz, onde um inquilino sem condições não é despejado por não pagar meses de aluguel, que nem por apanhar frequentemente levanta a mão para uma mulher, onde crianças brincam no pátio sem se preocupar com algo que possa vir a acontecer, onde a diversão na TV é um simples concurso de miss ou um filme de terror, sem o sensacionalismo e a baixaria atual, onde uma vizinhança inteira que mesmo com suas diferenças e discussões consegue demonstrar carinho em uma viagem para Acapulco ou no dia de San Valentin, onde um carteiro não é atacado diariamente por cachorros, onde não há uma demonstração de racismo ou qualquer outro preconceito, onde um ladrão rouba apenas um ferro de passar e depois o devolve arrependido, onde existe humildade a ponto de uma celebridade pedir um macaco emprestado, onde a única pessoa que anda armada é com uma marreta biônica e a única droga consumida são pílulas de nanicolina, cedidas pelo Doutor Chapatin.
RAFAEL MORIENTES (estudante de Jornalismo) - Londrina
A Justiça na Argentina fez a sua parte. Enjaulou torturadores, principalmete Alfredo Astiz, o ''anjo da morte'', executor de Azucena Villaflor de Vicenti, fundadora das Mães da Praça de Maio, brutalmente torturada e executada por ele e seus comparsas. Enquanto isso, um pretenso ministro ''comunista'' pede demissão por supostos crimes de corrupção no Brasil. Ora, uma mulher perde a vida por lutar por democracia, livre expressão e liberdade de todo um povo, o outro, um pretenso ''comunista'' perde a oportunidade de ser o ''cara'', um exemplo para toda uma geração de brasileiros? É o fim. Como diz um amigo libertário, anarquista, ambientalista, astrônomo e enamorado das estrelas: ''Só um asteróide salva!''.
ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO (estudante) - Curitiba
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