OPINIÃO DO LEITOR
Cães soltos no Lago Igapó 2
Faço caminhadas no Lago Igapó 2 e lamento que a Prefeitura não esteja cuidando corretamente daquele espaço. As pontes estão se deteriorando e oferecem riscos aos usuários, a iluminação danificada há dois anos por um vendaval ainda não foi recuperada, a pista começa a sofrer desgaste pela ação das chuvas. Isso sem falar dos ciclistas que invadem o espaço do pedestre e vice-versa. Um problema muito sério lá são os cães e seus relapsos donos. Já presenciei um cão grande rosnar e latir para um casal. O cachorro andava junto de seu dono sem coleira e sem focinheira. O casal ficou muito mais irritado e indignado pela falta de ação do dono do animal. Já protestei contra a presença de cães sem coleira e focinheira. A maioria dos donos de cães já têm pronta a resposta padrão: ''Meu cão é manso e inofensivo, não atacaria sequer uma mosca''. A Prefeitura poderia aproveitar os guardas municipais que fazem ronda por lá para fiscalizar e exigir que os donos cumpram a lei, ou seja, mantenham seus cães presos com coleiras e focinheiras.
JOSÉ BASSO (administrador de empresas) - Londrina
O verde pede socorro
Bosques e reservas são hoje nossa última lembrança que temos em Londrina da época em que a maior parte da cidade era repleta de mata. Esses poucos locais ainda preservados estão perdendo a importância e sendo substituídos pela estética de nossas ruas. A questão da sujeira causada por folhas e animais que ali vivem assim como o medo decorrente da presença de marginais se tornam mais importantes do que a necessidade da preservação do nosso Bosque Central. Além de tirarem as grades que o rodeavam, tiraram também toda a cobertura vegetal mais baixa que protegia e enriquecia o solo, deixando apenas as grande árvores de pé. Apenas quem convive ao redor dele pode notar o impacto dessas mudanças e perceber que o Bosque já está sendo transformado em uma praça, assim como já ocorreu outras vezes. É assim que nossa cidade deixa de fazer jus ao pouco verde que ainda resta em nossa bandeira.
CRYSSIE BONAZZI e GLÓRIA REZENDE (estudantes) - Londrina
Medo
É difícil sair hoje de casa com medo da criminalidade. Todavia ainda precisa ter sorte para não se deparar com um policial bandido. Não podemos generalizar, mas alguns possuidores de fé pública podem manipular, fraudar enfim cometer uma série de crimes e nada lhes acontece. No caso do Rio de Janeiro, os PMs foram presos por se tratar de uma juíza, pois se fosse um cidadão comum não haveria nem as filmagens veiculadas pela mídia. Os PMs ainda seriam promovidos. Esses resquícios da ditadura continuam impregnados no país em se tratando de policiais.
EDER DEL PICCOLO SANTINI (comerciante) - Londrina
Curto e grosso
O sr. Moisés dos Santos (Opinião do Leitor, 3/11) foi sucinto e objetivo ao definir em apenas três linhas, para nós e, em especial, para os nossos políticos, o significado da palavra ''abstenção''. Esperamos que doravante os nossos representantes do Legislativo que têm usado e abusado das abstenções em votações no plenário da Câmara não se esqueçam da definição do ''entregador'' senhor Moisés dos Santos: ''É inconcebível alguém que foi eleito com o voto popular e recebe o dinheiro pago pelo povo, não ter cidadania e hombridade para decidir entre o sim e o não''.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Piso tátil
Merece elogios a resposta do assessor especial da Pessoa com Deficiência, José Giuliangeli, à leitora Ana Paula de Melo sobre o piso tátil do Calçadão (Opinião do Leitor, 3/11), mas fiquei com uma dúvida. O sr. Giuliangeli respondeu como funcionário da Prefeitura ou como pessoa com deficiência? Ora, todos sabemos que os que têm dificuldade de locomoção podem se desequilibrar, e procuram se apoiar em alguma coisa. Se o piso tátil estiver longe ou as paredes tiverem obstáculos, como farão? Um esboço de projeto de lei sobre calçadas está nas mãos da presidente do IPPUL, mas esperamos que não tenha o mesmo destino da administração anterior, que também o recebeu e nada fez.
MÁRIO MENEZES (aposentado) - Londrina
- As cartas devem ser digitadas, ter no máximo 700 caracteres (10 linhas) e vir acompanhadas da fotocópia do RG, nome completo, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
E-mail: [email protected]





