OPINIÃO DO LEITOR
Ética da malangragem
Os ministros afastados por denúncia de corrupção estão sendo ''éticos'', pois não são os únicos beneficiados: assessores, dirigentes partidários e, na maior proporção, o próprio partido político também aproveitam do dinheiro desviado. Mesmo assim os demitidos suportam as pressões e não delatam o esquema, pois se forem apurados com mais rigor esses desvios, sem dúvida, chegaremos ao financiamento das campanhas eleitorais milionárias que tem acontecido nos últimos pleitos, principalmente para a Presidência da República. Seria muita ingenuidade acreditar que somente as doações e o dinheiro legal do fundo partidário são suficientes para sustentar as extravagâncias e a exorbitância dos gastos das disputas pelo voto. É preciso que o partido político também saia do governo quando o seu tutelado for pego em corrupção. Isso sim seria uma faxina completa. Mas não vamos ser tão inocentes a esse ponto: com o nível de compromentimento do governo com a base aliada isso é praticamente impossível.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Restrição ao fumo em Londrina
Realmente José Serra fez escola no que tange o antitabagismo crônico, pois o tucanato londrinense (leia-se os vereadores Márcio Almeida e Gerson Araújo) não faz outra coisa senão tentar emplacar mais restrições aos fumantes. Pergunto aos nobres edis: se fumar não é um direito do cidadão, deveria o poder público arrecadar impostos sobre o cigarro vendido? É válido (e lícito) colher os frutos da ''contravenção'' alheia? Se estamos falando de vícios a serem combatidos, que tal combater a hipocondria (cujas consequências também oneram o Estado) e prender os ''workaholics'', cujo vício atinge também os que estão ao redor? Ah sim: feche-se também os ''fast foods'' e demais recintos que comercializam ''junk food''. Parece-me que veem Londrina como uma creche, na qual o não fumante tem a missão de delatar a ''estripulia do colega para ganhar estrelinha''. Totalitarismo saudável é uma coisa, cuidar da saúde é outra. Falando em saúde, e a pública como vai?
MATEUS PATROCíNIO DE OLIVEIRA (músico) - Londrina
Licitação para compra de armas
Com relação à matéria ''Prefeitura abre licitação para comprar 500 armas'' (Geral, 28/10), o governo federal e outras entidades têm convocado a população para entregar as armas por conta de um futuro com menos homicídios e para que não caiam em ''mãos erradas''. A Prefeitura de Londrina, na contramão de tudo isso, abre licitação para a compra de 500 armas para a Guarda Municipal, ao custo estimado de R$ 1,27 milhão. Não seria mais fácil e mais barato para o bolso do contribuinte se a Prefeitrua entrasse em acordo com a Polícia Federal, que tem recolhido armas, e fizesse o repasse das 500 armas para o município? Essa licitação só teria legitimidade se fosse para aquisição de armamento de repressão que utilizasse projétil de borracha, spray de pimenta ou coisa assim. Comprar novas armas enquanto a PF passa com rolo compressor para destruir milhares de armas recolhidas é uma insensatez. Há algum tempo eu havia sugerido essa possível solução, mas pelo jeito está sobrando dinheiro nos cofres da Prefeitura.
LUIZ BRAVO (empresário) - Londrina
Acessibilidade no Calçadão
Gostaria que o assessor especial da Pessoa com Deficiência de Londrina, José Giuliangeli de Castro, prestasse atenção no que está acontecendo no terceiro trecho da reforma do Calçadão. Se no primeiro e no segundo trechos, já reformados, as faixas táteis para deficientes visuais já estavam um pouco fora das normas, agora, na terceira etapa, encontram-se, seguramente, a uns 2 metros das paredes dos prédios. Sei que elas têm que ser colocadas a uma distância de, aproximadamente, 40 centímetros das paredes e muros para que, caso haja um tropeço por parte do usuário, este possa apoiar-se. No novo Calçadão isso será impossível. Para que servirão aquelas faixas, então? Perguntei aos operários e eles disseram que era para demarcar a movimentação de veículos. Achei muito estranho.
ANA PAULA MELO (atendente de telemarketing) - Londrina





