Teatro em Londrina

Com relação à reportagem “O teatro vive em Londrina”, publicada na edição dos dias 6 e 7 de julho da FOLHA e para a qual fui entrevistado, venho apresentar uma correção. Considero que houve uma compreensão equivocada das minhas falas por parte da reportagem, refletindo-se na publicação de um discurso incompatível com o que, de fato, disse. Em minha opinião, jamais houve uma “fase de vazio na cidade”, nem um “recrudescimento”. Como coordenador da Escola Municipal de Teatro e acompanhando a cena da cidade há pelo menos três décadas, posso afirmar que o teatro não parou nos últimos tempos, pelo contrário. Houve um crescimento, pois novas pessoas foram formadas, muitos grupos e coletivos surgiram e espalharam o seu trabalho pelo Brasil, outros meandros da linguagem foram explorados. Na verdade, os novos artistas prepararam um terreno fértil para que antigos profissionais voltassem à cena, já que é também um fenômeno que se reflete na boa recepção do público. Há, hoje, uma convivência de gerações muito fértil para Londrina.

SILVIO RIBEIRO (coordenador da Escola Municipal de Teatro) - Londrina

Revolta

Política, segundo o dicionário, é a ciência que trata da organização de um Estado ou a capacidade de atender a interesses diversificados. Entretanto, não é o que temos visto em nosso Brasil varonil. Um país que coloca seu destino político/administrativo nas mãos de nove advogados de toga, não merece a denominação de “democracia”. É o mais antigo país do futuro, onde o povo se alimenta de promessas. E mesmo diante de tantas aberrações, ainda há quem lute pelas “causas” desses delinquentes travestidos de políticos, que não se cansam de provocar espanto.

WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito)– Londrina

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