OPINIÃO DO LEITOR
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Doutora Ides Sakassegawa
Conheci a Ides ainda menina, quando foi minha aluna no colegial. Inteligente, passou no vestibular de medicina e, para minha grata surpresa, novamente nos encontramos, anos depois, no Conselho Fiscal da Unimed de Londrina, onde tive a honra de compartilhar com ela nossas reuniões semanais por duas gestões. Médica admirável, mãe amorosa, amiga sincera. Não é possível imaginar o número de crianças que ela operou, que ela salvou. Sua presença aqui será inesquecível, para mim, e para tantos outros amigos com os quais você dividiu sua simpatia, sua bondade. Querida Ides, sofremos o seu sofrimento, agarramo-nos à esperança a qual também se agarraram seus entes queridos - queríamos, imensamente, você novamente ao nosso lado, mas não podemos questionar os desígnios do Senhor, pois só a Ele cabe definir nosso futuro neste mundo. Que Deus a tenha em sua Glória, pois poucos a merecem tanto.
PAULO ANDRÉ CHENSO (médico) - Londrina
Desastre da Vale
Quanto vale uma vida? Um antigo provérbio japonês ensina que: "os sábios aprendem com os erros dos outros, os tolos com os próprios erros, mas o estúpido não aprende nunca". Mais uma vez a exploração de minério mostrou-se ser uma exploração humana, apenas três anos depois da maior tragédia ambiental do Brasil, mais uma vez o estado de Minas Gerais tornou-se um vale de lágrimas, mais vemos vidas se perderem enquanto passam obrigados o vale da sombra da morte. Nossos políticos, todos atualmente "indignados" tiveram três anos para aprender a evitar tragédia, mas como numa peça grega, a tragédia faz parte do teatro que vivemos. Em nossa bandeira as estrelas já se recusam a brilhar, não temos mais o verde das matas, o azul de nossos límpidos rios e nem o amarelo de nosso minério. A bandeira que hasteamos está vermelha e marrom, manchada com a lama e o sangue do nosso povo. Como diria Drumond: "O Rio? É doce. A Vale? Amarga. Ai, antes fosse mais leve a carga", mas, e a vida, o quanto vale? Esta, não vale nada.
PATRICK HENRIQUE VAZ (graduado em filosofia) - Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: [email protected]



