Museu Nacional
Tal qual um enredo de filme apocalíptico, o incêndio que consumiu um dos nossos maiores acervos culturais, o Museu Nacional, coincide com o final de um ciclo de 16 anos de governos saqueadores do patrimônio financeiro, econômico e moral do nosso País. As verbas que faltam para restaurar os museus que abrigam as nossas riquezas culturais históricas e para dar mais segurança às suas instalações estão sendo carreadas para financiar a fraude que contempla artistas de qualidade zero e a miséria cultural que assola o Brasil. E tinha que ocorrer justamente no Rio de Janeiro, a outrora Cidade Maravilhosa, hoje símbolo perfeito da decadência moral e da prática anárquica da governança brasileira, reduto tomado de assalto pelo conluio da delinquência política com a bandidagem generalizada e avant-première de um cenário futurístico do que pode acontecer com o Brasil, se as urnas do próximo pleito eleitoral não revelarem autoridades probas que possam nos tirar desse caos político-administrativo em que fizeram mergulhar a pátria brasileira.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Museu Nacional 2
Infelizmente, quem tem de ganhar o pão de amanhã não "gasta" seu tempo na preservação da memória do ontem. A maioria se encontra nessa situação e os governantes sabem disso, "empurram com a barriga" providências importantes e urgentes e depois da catástrofe acontecida publicam notas de lamento. Que sejam investigados e punidos os culpados pela inércia e, embora seja impossível recuperar o acervo perdido, que paguem a restauração com o próprio patrimônio, uma vez que não destinaram a verba pública que
poderia ter evitado o incêndio catastrófico.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) - Londrina

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