OPINIÃO DO LEITOR
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de setembro de 2018
Eleições
As pesquisas apontam o ex-presidente Lula, hoje presidiário, condenado já em segunda instância e réu em outros processos por corrupção, com quase 40% das intenções de voto para voltar a presidir nosso Brasil. Com todo respeito pelo Poder Judiciário e pela imprensa, estas divulgações quase diárias de pesquisas embaralham a cabeça das pessoas. Como uma pessoa condenada e presa pode fazer parte de pesquisas eleitorais, sendo sabidamente que é inelegível perante a lei que o próprio homologou quando era presidente? A razão é de simples entendimento: é uma orquestração para tumultuar o processo eleitoral. Pobre povo brasileiro, que não tem o direito de saber qual será o caminho mais seguro para escolher os nossos futuros mandatários. Já não bastasse a fragilidade de nossos candidatos, ainda temos que tolerar Lula de dentro da cadeia comandando suas tropas com o beneplácito de boa parte da sociedade brasileira, que crava ainda uma liderança em intenções de votos para uma eleição na qual não será candidato.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina
STF
O direito no Brasil pertence aos poderosos, conforme entendimento de alguns ministros do Supremo, como Gilmar Mendes e seus correligionários mais próximos, que agem sempre em favor de uma certa "casta". Transformam bandidos em heróis, mudam ou inventam penas que não existem no Código Penal Brasileiro. Exemplo: no caso da ex-presidente Dilma, quando do seu julgamento, Lewandowski cassou-lhe o mandato, mas deixou-a livre para candidatar-se, independentemente de cargo. É mole? Para os ministros acima mencionados, que formam um quarteto com Dias Toffoli e Marco Aurélio, o importante é a proteção ao chefe. Esse quarteto está incurso no artigo 22 do Código Penal, ou seja, coação irresistível e obediência hierárquica; e na sequência, no artigo 23, incisos I - estado de necessidade, II - em legítima defesa (do chefe), e III - em estrito cumprimento do dever legal ou no exercício regular do direito - dele, é claro! Se ele pode alterar a lei, todos podem, non et vero?
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em direito) - Londrina



