Gastos públicos
O alto custo do Judiciário, do Legislativo e de boa parte do funcionalismo público engessa o crescimento do País. Aliás, nesse grupo, também devem ser incluídos os rentistas, que provocam gigantesco dano à economia. Nos últimos 20 anos, os rentistas abocanharam, como pagamento dos juros da dívida pública, R$ 4,4 trilhões. Hoje, mais de 100 milhões de brasileiros não têm rede de esgoto e 35 milhões não têm água tratada. Nossas rodovias, ferrovias e aeroportos carecem de bilhões de investimentos, mas os órgãos responsáveis pelo setor não têm um centavo sequer para investir numa agulha. Os impostos (entre os mais caros do mundo) servem apenas para alimentar essa casta de privilegiados. Até agora, nenhum candidato falou em mexer nessa ferida. Suas propostas são de ordem burocrática, não levam a lugar nenhum, mas empolgam o eleitor desavisado.
OSVALDO LIMA (empresário) - Londrina

Armas
Tenho acompanhado a campanha eleitoral de candidatos que pregam o armamento do homem do campo, um erro enorme que pode trazer consequências graves à manutenção da ordem e da paz para os cidadãos de bem do campo. Fala-se até em armas de grosso calibre, hoje restritas ao poder do Estado mas em posse do crime organizado, que a partir dessa imbecilidade proposta não mais precisaria ir ao exterior para buscar essas armas, sob o risco delas serem apreendidas pela polícia: bastaria invadirem uma propriedade rural em busca de armas, levando mais violência ao já sofrido homem do campo, que não mais seria ameaçado por homens com enxadas e foices e sim por bandidos fortemente armados. Sem contar que o Estado poderia perder o controle dessas armas e, como vivemos em um país com enormes diferenças sociais, o crime organizado poderia, através de mecanismos políticos ou de grave ameaça, se infiltrar em meio a trabalhadores rurais para fornecer armas e criar um exército paramilitar, com resultados catastróficos para a manutenção da ordem social.
LUIZ FURTADO (vendedor) - Londrina

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