OPINIÃO DO LEITOR
Falta de zelo
Todos sabemos o que passamos nestes últimos dias sem chuva. Em Londrina, crianças passaram mal devido ao ar seco, sem contar alguns bairros que margeiam fundos de vales nos quais pessoas ateiam fogo e o que era ruim fica pior. Somos obrigados a respirar também fumaça, tudo isso sem a mínima fiscalização. Outro dia, assistindo a uma reportagem sobre chuvas, vi nossa cidade com toda sua beleza e, ao mesmo tempo, com suas imperfeições e descasos. Exemplo claro foi o do Terminal Urbano cheio de baldes captando águas da chuva, escadas rolantes paradas e as dificuldades para os milhares de passageiros que por ali passam necessitando de transporte. Pelo que vi, os órgãos responsáveis no caso o CMTU - simplesmente argumentam que "foi o excesso de chuvas." Pelo amor de Deus, alguém pode explicar por que, durante longo período seco, não tiveram tempo de reparar esse relaxo que se arrasta há anos em nossa cidade? Na minha simples opinião, não passa de falta de vontade política e administrativa.
NATHANAEL DA SILVA (projetista) Londrina
Aquecimento global
Pela inação dos governantes que em 2015, em Paris, aprovaram a redução da emissão de gases do efeito estufa, mais a saída dos EUA do acordo, determinada por Trump, os países da Ásia enfrentam terríveis ondas de calor. Principalmente, os trabalhadores braçais da Ásia, em países como China e Índia, nos quais as temperaturas estão chegando a 45 graus, afetando diretamente os setores agrícolas, de petróleo, de gás e mineração, reduzindo assim a produtividade porque os ambientes de trabalho são insalubres e insuportáveis. O prejuízo pode chegar a US$ 78 bilhões, segundo a Consultoria Global Sustainable Energy for All.
Também serão afetados os funcionários das grandes empresas que nas megacidades se utilizam de ar-condicionado, ventiladores e computadores das empresas porque a sobrecarga de energia não dará conta do consumo. O Brasil, agora rebaixado a país pobre, será afetado principalmente com a escassez da água, porque também não investe em saneamento básico nem na reciclagem do lixo urbano, do qual 90% são descartados nos rios e lixões a céu aberto. Esse é o retrato do mundo hoje, o resto é o resto. Quem sobreviver verá.
JOSE PEDRO NAISSER (ecologista) Curitiba
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