OPINIÃO DO LEITOR
Escassez de chuvas
Diante do prenúncio da escassez de água, com a falta de chuvas, a cada dia menos constantes, só nos resta perguntar quem é a vítima de nós mesmos? A cobertura de muitas árvores deu lugar aos grandes campos de produção agrícola, que impactaram negativamente a ordem natural do ciclo das águas. As chuvas voltarão quando se respeitar a natureza, quando se poluir menos o meio ambiente, quando se tiver uma consciência do valor da preservação de nossa casa: o mundo. Não como uma imposição, mas como uma necessidade de sobrevivência. Quem poderá defender o homem dele mesmo? Este ser racional que quanto mais evolui, mais fica irracional.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES - (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
Lei seca
Londrina começa a trilhar o caminho para um desenvolvimento inteligente e saudável, após a sanção da lei seca noturna em vias públicas e, em qualquer horário, em uma distância de até 300 metros das escolas. Viver em sociedade implica em conviver de forma respeitosa e com espírito de coletividade. Ao mesmo tempo que ninguém será proibido de beber, a lei concilia o respeito ao sossego alheio, assim como o respeito às crianças e adolescentes nos ambientes próximos às escolas. O fato da bebida alcoólica ser lícita não significa que devemos banalizar a sua nocividade para a saúde e nos tornarmos reféns das propagandas enganosas. São mais de duzentas doenças crônicas relacionadas ao uso abusivo do álcool, além da dependência química, isso é uma verdade comprovada cientificamente. O Poder Público não pode banalizar isso. Primeiro porque é responsável pelo que acontece nos espaços públicos, segundo, se ele não cuidar da saúde de sua população, a conta virá mais tarde para os sistemas de saúde, assistência social, casas de detenção, etc. A bebida alcoólica no Brasil, socialmente aceita, é aquela que é consumida de forma civilizada, por adultos, e não os abusos que estamos vendo em vias públicas de Londrina. Os organizadores da Marcha da Cachaça declaram que vão lutar contra essa lei; que têm o direito de beber na frente da casa dos outros, em avenidas movimentadas, no bosque, na frente das igrejas ou onde bem entenderem, e os incomodados que se mudem. Onde essas pessoas acham que estão vivendo? Que tipo de vida elas estão construindo ou querem construir? Se não conseguem viver em sociedade, terão que se mudar para uma ilha deserta, lá sim, poderão fazer o que quiserem.
GELSY GONÇALVES (farmacêutica e bioquímica) - Londrina
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