Negociar para não comprar
O País assiste à corrida dos pré-candidatos em busca de alianças para as eleições. A mais expressiva demonstração de falta de compromisso ou posicionamento político-ideológico, está no chamado Centrão que, ao mesmo tempo, negociava com Ciro Gomes (PDT) – hoje rotulado como de esquerda – e com Geraldo Alckmin (PSDB), colocado mais à direita, e acabou fechando com o tucano. Por essas negociações pré-eleitorais passam as alianças regionais de onde sairão os candidatos a governador, senador e os futuros componentes da administração federal e das estaduais. Embora esse balcão de negócios possa parecer esquisito, é preciso considerá-lo legítimo. Os políticos deveriam fazer todas as negociações nessa época para, uma vez montado o time, juntos ganharem as eleições, e não negociarem depois delas. Os eleitos devem governar com os que participaram de suas eleições e são comprometidos com o projeto de governo. E jamais comprar os adversários, pois a estes cabe a tarefa de, sendo oposição, fiscalizar e se preparar para, no próximo pleito, levar o seu grupo a concorrer e se possível ganhar o Executivo.
TENENTE DIRCEU CARDOSO GONÇALVES (dirigente da ASPOMIL - Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de SP) – São Paulo

Curso de leão
No atual momento político no País, onde tudo é possível, até mesmo os intocáveis colarinhos brancos fazem "curso de leão", atrás das grades. Nem um ex-presidente escapou da jaula, ridículo, vergonhoso. Brincaram, abusaram da justiça. Ora, quem não quer ser prisioneiro, não comete crime. Lembro aos seguidores dos "atrapalhadores" da pátria, existe a ficha limpa que poderá acabar com a farra. Sou eleitor há 54 anos, questiono: a democracia permitirá a candidatura em posse de um corrupto, prisioneiro? Será uma vergonha mundial, seremos alvo de gozação, pior, que o cai cai do Neymar. Poupe-nos dessa desonra, desse vexame.
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina

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