Era do instantâneo

Venho reparando que pegamos a comida congelada, rapidamente descongelamos, esquentamos e comemos. Está em extinção aquele ritual de esperar esfriar, esquentar e cozinhar lentamente. A maioria das pessoas vive em função de seus celulares e, até nas reuniões familiares ou nos almoços com colegas de trabalho, são raros os diálogos ou aquelas conversas agradáveis sobre o passado e as perspectivas de futuro. Não vemos crianças brincando nas ruas, conversas no portão. Somos visíveis automaticamente em telas e as crianças brincam sozinhas em mundos virtuais. Vivemos a era do instantâneo, do rápido e do disponível a apenas uma tecla. E toda essa facilidade só demonstra que hoje temos tudo e, apesar disso, estudos comprovam o aumento nos casos de suicídio e depressão em todos os países, pois nos falta tempo para aproveitarmos as coisas simples e prazerosas da vida. Estamos aprendendo com as máquinas a respondermos somente o necessário, vivemos em padrões e tempos estabelecidos. É preciso que sigamos devagar para conseguirmos divagar sobre a vida.

DANIEL MARQUES (historiador) – Virginópolis – MG

Prelúdio do caos

Se houvesse aqui um sistema de alarme para o terror, nosso nível estaria variando entre o amarelo e o vermelho a todo instante, fazendo com que as pessoas engulam seu café com um gosto amargo regularmente e em doses homeopáticas. Desemprego na carteira de trabalho; milhões na conta de alguns; greves, desabastecimento, prende-solta, aumenta aqui, diminui e enxuga ali. E, mesmo vivendo em um país que insiste em manter-se em pé, estamos de joelhos, fingindo ser felizes, devendo para Deus e para os bancos, rindo sem dentes e aguardando, mesmo sem educação, pelo próximo redentor: aquele ou aquela que a partir de 2019 irá manipular a economia e a população de um dos países mais ricos do mundo e de sua contraditória pobreza humana.

JOÃO MATEUS DA ROCHA – (especialista em educação ambiental e diretor escolar) – Portão – RS

'Fábrica' de multas

Todas as autoridades de trânsito nas esferas municipal, estadual e federal devem autuar os condutores de veículos e de motocicletas que infringirem as leis do trânsito. A obediência aos limites de velocidade, o respeito aos semáforos, as ultrapassagens em locais permitidos, o não uso do celular ao volante, entre outras situações, evitam acidentes e mortes. Entretanto, o mau condutor sempre critica as autoridades de trânsito quando recebe multas e fala que existe a "fábrica de multas". Importante dizer que as autoridades de trânsito cometem falhas ao emitirem algumas multas, mas isso não pode tirar a importância das mesmas, que minimizam o número de acidentes.

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
E-­mail: [email protected]

mockup